
O governador Romeu Zema (Novo) anunciou, na manhã desta segunda-feira (2/3), recomposição salarial de 5,4% para todo o funcionalismo público de Minas Gerais. A medida alcança servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta e será paga de forma retroativa a 1º de janeiro de 2026. O projeto será encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nas próximas semanas.
Segundo o governo, cerca de 673 mil servidores serão contemplados. O impacto estimado é de aproximadamente R$ 3,4 bilhões por ano na folha de pagamento do Executivo estadual.
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"Nos próximos dias vamos enviar o projeto para a Assembleia para que o reajuste seja aprovado e pago o quanto antes. Minas prospera porque nossos servidores fazem toda a diferença. E continuar cuidando das contas é o que garante que possamos fazer isso não só agora, mas também no futuro. Minas segue firme", afirmou Zema, em nota encaminhada à imprensa.
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A definição sobre a data de pagamento dependerá da tramitação do texto no Legislativo e da posterior sanção do governador. De acordo com o Executivo, a recomposição assegura que o vencimento básico inicial do magistério no estado volte a corresponder ao valor proporcional do piso nacional da categoria.
O reajuste é anunciado em um momento expectativa do funcionalismo, que vinha cobrando do Executivo uma recomposição mais robusta. Como mostrou o jornal Estado de Minas, a Receita Corrente Líquida (RCL) de Minas mais que dobrou ao longo da gestão Zema, passando de R$ 53,34 bilhões para R$ 111,72 bilhões no ano passado, crescimento superior a 109%. No mesmo período, a inflação acumulada pelo IPCA foi de 45,14%, enquanto os reajustes gerais concedidos aos servidores somaram 15,14%
Algumas categorias tiveram percentuais diferenciados. Servidores das forças de segurança receberam, em 2020, aumento específico de 13%, acumulando 30,11% no período. Na educação, houve reajuste de 4,17% em 2019 e de 5,40% no ano passado, para adequação ao piso nacional, totalizando 42,66% desde o início da gestão. Ainda assim, segundo o levantamento, as categorias acumulam perdas frente à inflação.
Ao Estado de Minas, representantes do funcionalismo afirmavam que ainda não havia sinalização oficial de percentual, mas trabalhavam com projeções superiores ao que acabou sendo confirmado. O vice-presidente do Sinfazfisco-MG, João Batista Soares, sustentava que, após a adesão de Minas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), em novembro passado, o estado teria margem para conceder reajustes de até 8,80%, conforme as regras do programa, que consideram a inflação acumulada e a variação das receitas.
Já o presidente da Associação de Praças Policiais e Bombeiros Militares (Aspra), Marco Antônio Bahia, afirmava que, nos bastidores, circulavam estimativas ainda mais elevadas, falando em recomposição de até 9,7%, com possibilidade de chegar a 15%, a depender do espaço fiscal e da decisão política do Executivo.

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