Combustíveis

Guerra no Oriente Médio já pressiona combustíveis no DF

Distribuidoras elevam diesel em R$ 0,20 e gasolina em R$ 0,03 mesmo sem reajuste da Petrobras. Setor aponta defasagem em relação ao mercado internacional

Segundo o presidente do sindicato, Paulo Tavares, o aumento mais expressivo no diesel está ligado à dependência brasileira das importações -  (crédito: Bruna Gaston/CB)
Segundo o presidente do sindicato, Paulo Tavares, o aumento mais expressivo no diesel está ligado à dependência brasileira das importações - (crédito: Bruna Gaston/CB)

Os efeitos do conflito no Oriente Médio já começam a impactar o mercado de combustíveis no Distrito Federal. De acordo com o presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, as distribuidoras repassaram novos reajustes aos postos nesta quinta-feira (5/3), mesmo sem aumento oficial anunciado pela Petrobras.

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Segundo ele, houve elevação de R$ 0,20 por litro no diesel e de R$ 0,03 por litro na gasolina no preço de entrega às revendas.

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“Os efeitos da guerra no Oriente Médio chegaram hoje aos postos de combustíveis. Apesar da queda nas últimas duas semanas do etanol anidro, as distribuidoras entregaram hoje o diesel com aumento de R$ 0,20 por litro e a gasolina com elevação de R$ 0,03 por litro”, afirmou.

Tavares explicou que, mesmo sem reajustes recentes da Petrobras, existe atualmente uma defasagem relevante entre os preços praticados no Brasil e as cotações internacionais. “Hoje há uma defasagem de cerca de R$ 0,70 na gasolina e de R$ 1,60 no diesel em relação ao mercado internacional”, disse.

Para o presidente do sindicato, o aumento mais expressivo no diesel está ligado à dependência brasileira das importações. “Provavelmente esse reajuste maior do diesel se deve ao fato de que o Brasil importa cerca de 25% do combustível que consome. O país produz aproximadamente 75% do diesel em suas refinarias, mas ainda depende do mercado externo para completar a oferta”, explicou.

Essa dependência expõe o mercado brasileiro às oscilações globais de preços, de acordo com Tavares. “Como parte do diesel é importada, as distribuidoras acabam sendo impactadas diretamente pelas variações do mercado internacional, o que acaba refletindo nos custos e nos preços praticados no país”, avaliou.

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postado em 05/03/2026 10:58 / atualizado em 05/03/2026 11:03
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