MERCADO

Dólar fecha a R$ 5,21 e ouro sobe com tensão no Oriente Médio

Moeda norte-americana recuou após alta de 1,92% no dia anterior

 Economia. Ibovespa atinge pela primeira vez 183 mil pontos com inflação abaixo do esperado; dólar cai a R$ 5,23 Prévia da inflação reforça confiança em política monetária, enquanto dólar recua em sintonia com o exterior e forte fluxo de investimento estrangeiro na bolsa. -  (crédito:  Bolsa de São Paulo - B3/Divulgação )
Economia. Ibovespa atinge pela primeira vez 183 mil pontos com inflação abaixo do esperado; dólar cai a R$ 5,23 Prévia da inflação reforça confiança em política monetária, enquanto dólar recua em sintonia com o exterior e forte fluxo de investimento estrangeiro na bolsa. - (crédito: Bolsa de São Paulo - B3/Divulgação )

Após apresentar forte aumento, o dólar comercial recuou nesta quarta-feira (4/3) em relação ao real. No fechamento do câmbio, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,218 para venda, queda de 0,89% em relação ao pregão anterior. Na terça-feira (3/3), diante das incertezas da duração do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, a divisa registrou uma valorização de 1,92%, cotado a R$ 5,26.

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No mercado internacional, o ouro fechou em alta, impulsionado pela continuidade da guerra no Oriente Médio, que entrou no quinto dia. Pela manhã, o metal nobre chegou a avançar mais de 1%.

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Na divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), a Comex, o ouro para abril encerrou com alta de 0,21%, avaliado em US$ 5.134,7 por onça-troy, unidade de medida padrão para metais preciosos. A prata para maio recuou 0,34%, valendo US$ 82,63 por onça-troy.

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o resultado do pregão desta quarta foi de ajuste após a volatilidade anterior. “O dia foi marcado por um movimento de acomodação nos mercados após o estresse observado no pregão anterior. A estabilização dos preços do petróleo, depois da forte alta provocada pela escalada das tensões no Oriente Médio, ajudou a aliviar parte da pressão sobre o dólar”, afirmou.

“Investidores passaram a devolver prêmios incorporados na divisa americana em um dia típico de ajuste técnico após movimentos de alta recente. O dólar também perdeu força frente a pares relevantes e moedas emergentes ligadas a commodities”, disse.

Shahini acrescentou que fatores geopolíticos influenciaram o movimento. “A percepção de que os EUA podem garantir o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz contribuiu para reduzir parcialmente o prêmio de risco geopolítico, diminuindo a demanda defensiva pela moeda americana.”

*Estagiário sob a supervisão de Paulo Leite

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postado em 04/03/2026 18:41
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