INVESTIGAÇÃO

BC vive "'luto' após afastamento de servidores ligados ao Master, diz Galípolo

Um diretor e um chefe de departamento do órgão foram afastados de seus cargos após investigações apontarem indícios de favorecimento a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master

A apuração foi decidida pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e está sendo conduzida pela corregedoria da autoridade monetária -  (crédito: Alexandre Boiczar / Banco Central)
A apuração foi decidida pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e está sendo conduzida pela corregedoria da autoridade monetária - (crédito: Alexandre Boiczar / Banco Central)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, quebrou o silêncio sobre o caso que envolve a suspeita de dois ex-servidores do órgão que teriam atuado para favorecer o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sócio do Banco Master. Ele disse que a autarquia atravessa um momento de “luto” pelos servidores e defendeu que a ética é um “valor muito caro” em todos os setores do BC.

“Sinto isso (luto), mas a casa respondeu, como sempre, de maneira muito pronta, correta, buscando sanear todos os problemas e tendo, acima de tudo, acima de qualquer coisa, esse valor que está dentro do Banco Central, o que é a retidão, a governança e o que é o seu mandato. Então, a casa e todos os servidores responderam de maneira muito pronta e eficiente, deste lado”, comentou Galípolo.

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A declaração foi feita nesta quinta-feira (26/3), durante coletiva de apresentação do Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre. O afastamento dos servidores foi determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após investigações da Polícia Federal apontarem que os dois servidores atuavam como uma espécie de “consultores” de Vorcaro dentro do BC.

Durante a coletiva, o presidente do banco ainda aproveitou para defender novamente a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que garante autonomia financeira e orçamentária ao BC. Segundo ele, há escassez de recursos para garantir um avanço tecnológico e de formação dentro da instituição para que ela se adeque aos bons exemplos internacionais, no que se refere à fiscalização. A proposta está parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.

“É importante que o Banco Central possa ter recurso tanto em pontos de pessoas, para que a gente possa ter mais instâncias colegiadas, para que as pessoas que têm de trabalhar, às vezes, de madrugada, de final de semana, possam receber os incentivos adequados para isso, para que possamos fazer posição de quadros e acompanhar o que os outros bancos centrais do mundo estão fazendo no ponto tecnológico, para poder acompanhar de maneira mais regular a questão da supervisão e operações e prevenções a ataques”, emendou.

 

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postado em 26/03/2026 20:36
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