Os oito integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) concordaram em elevar a produção da commodity a partir do próximo mês. A decisão ocorre um dia após as forças militares dos Estados Unidos e de Israel atacarem o Irã e matarem o principal líder do país, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com o grupo, serão 206 mil barris produzidos a mais por dia a partir do dia 1º, que se somam aos 1,65 milhões já extraídos.
O ataque norte-americano e israelense provocou o fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã neste sábado (28/2). O local é um dos mais estratégicos para a exportação de petróleo no mundo, por ser responsável pela travessia de cerca de 25% de toda a commodity produzida no planeta, o que corresponde a aproximadamente 20 milhões de barris por dia.
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Mesmo com o conflito deflagrado no Oriente Médio, a Opep+ avalia que há uma “perspectiva econômica global estável” no mercado de petróleo. Na última sexta-feira (27/2), antes dos ataques ao Irã, os preços do petróleo subiram 2% no barril tipo Brent, que fechou o dia cotado a US$ 72,48.
Diante disso, a organização afirmou que os países continuarão a monitorar e A avaliar de perto as condições do mercado. Eles também reafirmaram a importância de adotar uma abordagem cautelosa e manter total flexibilidade para “aumentar, pausar ou reverter a eliminação gradual dos ajustes voluntários de produção”. A nota publicada pela Opep neste domingo (1º) ainda informa que o grupo vai se reunir no próximo dia 5 de abril.
