A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, repetindo o nível observado entre agosto e outubro do ano passado. O resultado mantém o indicador no menor patamar da série histórica comparável, iniciada em 2012.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira (5/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa recuou 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025, quando estava em 6,5%.
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Cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no trimestre encerrado em janeiro, o menor contingente de desempregados da série histórica. Já a população ocupada alcançou 102,7 milhões de trabalhadores, o maior nível já registrado.
A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8% no trimestre encerrado em janeiro. O indicador reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e aquelas que estão na força de trabalho potencial, em relação ao total da força de trabalho ampliada.
Já a população desalentada somou 2,7 milhões de pessoas, permanecendo estável no trimestre e registrando queda de 15,2% na comparação anual. O grupo inclui pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga ou por falta de oportunidades na região onde vivem.
Informalidade
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada no trimestre encerrado em janeiro, o menor nível desde julho de 2020. O percentual corresponde a cerca de 38,5 milhões de trabalhadores informais no país.
A redução da taxa está associada à queda do emprego sem carteira assinada no setor privado e ao aumento da formalização entre trabalhadores por conta própria, com maior registro no CNPJ.
O número de empregados no setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, chegou a 39,4 milhões. O contingente de trabalhadores por conta própria somou 26,2 milhões, permanecendo estável no trimestre e com alta de 3,7% na comparação anual. Já o número de trabalhadores domésticos ficou em 5,5 milhões, com estabilidade no trimestre e queda de 4,5% em relação ao ano anterior.
Rendimento recorde
O rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.652, o maior valor da série histórica, com alta de 2,8% no trimestre e de 5,4% na comparação anual. Já a massa de rendimento real habitual somou R$ 370,3 bilhões, também recorde, com crescimento de 2,9% no trimestre, o equivalente a R$ 10,5 bilhões a mais, e de 7,3% em um ano, aumento de R$ 25,1 bilhões.
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