O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou nesta terça-feira (10/3) que deve concorrer ao governo de São Paulo nas eleições deste ano. Esse tem sido um desejo pessoal do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem Haddad teve conversas recentemente para tratar sobre o tema.
Além do líder petista, o petista também articula com outras lideranças do campo progressista, como a ministra do Planejamento, Simone Tebet, que também deve deixar o cargo em breve, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin.
Durante entrevista na chegada à sede da pasta pela manhã, ele reconheceu a dificuldade do governo em emplacar uma candidatura forte para concorrer com o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que lidera com folga as pesquisas mais recentes.
Na última, divulgada pelo instituto Real Time Big Data na segunda-feira (9), o atual mandatário aparece com 47% dos votos no primeiro turno, contra 31% de Haddad, em um dos cenários avaliados.
“É sempre desafiador para o campo progressista, mas o importante em uma eleição, em primeiro lugar, é você qualificar o debate. É você, por meio do contraditório, elevar o nível do debate, das propostas, e não deixar ninguém na zona de conforto. Nem situação e nem oposição”, completou o ministro.
Saída do ministério
Na mesma entrevista, Haddad disse que deve deixar o cargo já na próxima semana, ao que indica o próprio titular da pasta, que assumiu o posto de número um da economia no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já no início de seu terceiro mandato.
“Eu tenho conversado com o presidente (Lula) e a gente está alinhando a questão. Não é só a questão da candidatura. Nós temos que ver o bloco de pessoas ou o grupo de pessoas que vai compor a chapa, então estou vendo tudo isso com os cuidados devidos”, disse o ministro, na chegada à sede da pasta, pela manhã.
Ele ainda confirmou que o secretário executivo da pasta, Dario Durigan, deve assumir o cargo após sua saída do governo. “Dario possui uma relação muito boa com o presidente, de muita confiança, e tem o domínio do ministério há muitos anos. É um grande gestor público, mas é uma prerrogativa do presidente anunciar”, acrescentou.
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