O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, subiu 0,70% em fevereiro, pressionado principalmente pelos reajustes nas mensalidades escolares. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (12/3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado representa aceleração de 0,37 ponto percentual em relação a janeiro e é o maior para um mês de fevereiro desde 2025, quando o índice havia avançado 1,31%.
Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram alta no mês. O principal impacto veio de educação, que avançou 5,21% e respondeu sozinha por cerca de 44% da inflação de fevereiro.
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Dentro do grupo, a maior contribuição partiu dos cursos regulares, com alta de 6,20%, refletindo os reajustes tradicionalmente aplicados no início do ano letivo nas mensalidades escolares. As maiores variações foram observadas em ensino médio, ensino fundamental e pré-escola.
A segunda maior variação foi registrada por transportes, que avançou 0,74%, com destaque para o aumento de 11,40% nas passagens aéreas. Também registraram altas o seguro voluntário de veículos, o conserto de automóveis e o ônibus urbano.
Nos combustíveis, o índice ficou em -0,47%, com quedas na gasolina e no gás veicular e altas no etanol e no óleo diesel. Juntos, os grupos educação e transportes responderam por cerca de 66% do resultado do mês.
Alimentos
O grupo alimentação e bebidas apresentou leve aceleração, passando de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. A alimentação no domicílio registrou alta de 0,23%, influenciada principalmente pelos aumentos do açaí, feijão-carioca, ovo de galinha e carnes.
No sentido oposto, as principais quedas vieram de frutas, óleo de soja, arroz e café moído. Já a alimentação fora do domicílio desacelerou para 0,34%. A refeição passou de 0,66% em janeiro para 0,49% em fevereiro, enquanto o lanche recuou de 0,27% para 0,15% no mesmo período.
No acumulado do ano, o IPCA registra alta de 1,03%. Já no período de 12 meses, a inflação ficou em 3,81%, mostrando desaceleração em relação aos 4,44% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Resultado por grupos
- Alimentação e bebidas: 0,26%
- Habitação: 0,30%
- Artigos de residência: 0,13%
- Vestuário: 0,16%
- Transportes: 0,74%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,59%
- Despesas pessoais: 0,33%
- Educação: 5,21%
- Comunicação: 0,15%
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