
Impulsionado pelo aumento da gasolina, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33%, repetindo a variação observada em dezembro de 2025. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10/2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em janeiro de 2025, o índice havia sido de 0,16%. No acumulado de 12 meses, a inflação oficial chegou a 4,44%. Dos nove grupos de bens e serviços pesquisados, sete apresentaram alta de preços. Em direções opostas, a gasolina, com aumento de 2,06%, e a energia elétrica residencial, que registrou queda de 2,73%, exerceram as principais influências sobre o índice no primeiro mês do ano.
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O grupo transportes avançou 0,60% e foi o principal responsável pelo impacto no IPCA de janeiro, puxado pela alta de 2,14% nos combustíveis. A gasolina exerceu o maior impacto individual sobre o resultado do mês. Entre os demais combustíveis, o etanol subiu 3,44%, o óleo diesel teve alta de 0,52% e o gás veicular avançou 0,20%.
Em sentido oposto, o grupo habitação recuou 0,11% em janeiro, influenciado pela queda de 2,73% na energia elétrica residencial, que exerceu o maior impacto negativo no índice do mês. Em dezembro, vigorava a bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Já em janeiro, passou a valer a bandeira verde, sem custo extra para os consumidores.
O único outro grupo a registrar deflação, além de habitação, foi vestuário, com recuo de 0,25%.
Alimentação
O grupo alimentação e bebidas apresentou desaceleração na passagem de dezembro para janeiro, com variação de 0,23%, ante 0,27% no mês anterior. A alimentação no domicílio avançou 0,10%, abaixo dos 0,14% registrados em dezembro, influenciada pelas quedas nos preços do leite longa vida, que recuou 5,59%, e do ovo de galinha, com baixa de 4,48%.
No sentido oposto, as maiores altas foram observadas no tomate, que disparou 20,52%, e nas carnes, com aumento de 0,84%, especialmente o contrafilé, que subiu 1,86%, e a alcatra, com alta de 1,61%.
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A alimentação fora do domicílio também desacelerou, passando de 0,60% em dezembro para 0,55% em janeiro. Nesse grupo, a refeição acelerou de 0,23% para 0,66%, enquanto o lanche, que havia registrado aumento de 1,50% no mês anterior, avançou 0,27% em janeiro.
Resultado por grupos
- Alimentação e bebidas: 0,23%
- Habitação: -0,11%
- Artigos de residência: 0,20%
- Vestuário: -0,25%
- Transportes: 0,60%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,70%
- Despesas pessoais: 0,41%
- Educação: 0,02%
- Comunicação: 0,82%

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