Combustíveis

Impacto no preço do diesel com reajuste será mínimo, diz presidente da Petrobras

Magda Chambriard defende política de preços da estatal e afirma que companhia avalia "diariamente" preços internacionais

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, comentou sobre a decisão da empresa de elevar em R$ 0,38 o preço do diesel comercializado com as distribuidoras. Segundo ela, a medida foi tomada em razão da necessidade de reajustar o valor do combustível em meio à pressão sobre os preços no mercado internacional. A executiva concedeu entrevista coletiva na sede da empresa nesta sexta-feira (13/3).

Apesar do aumento nominal, a presidente da estatal destacou que, na prática, não deve haver impacto relevante para o consumidor final, já que o governo anunciou ontem (12) que o PIS/Cofins incidente sobre o diesel está zerado até o fim do ano ou até nova decisão do Executivo.

A decisão foi emplacada por meio de medida provisória e estima uma redução de R$ 0,64 no preço final, com retirada do imposto (R$ 0,32) e subvenção para as distribuidoras (R$ 0,32). Como o aumento do valor do combustível vendido pela empresa será de R$ 0,38, os executivos da Petrobras consideram que o impacto para o cliente final será de até R$ 0,06, ou “residual”, nas palavras da própria executiva.

Durante a coletiva, Chambriard frisou que a empresa seguirá “acompanhando a evolução dos preços no mercado internacional e novas medidas podem ser tomadas a qualquer momento a depender da evolução dos preços do mercado”.

“Quando a gente olha para frente e olha na direção do fim do ano, tudo que está aparecendo para nós é um aumento seguido de uma perspectiva de queda a partir de um determinado momento do ano, que a gente não sabe qual vai ser, na direção do fim do ano”, ponderou.

A presidente da estatal saiu em defesa da medida anunciada pelo governo e confirmou que houve conversas entre Petrobras e Executivo (que é o maior acionista da empresa) antes que a MP fosse anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A CEO ainda reforçou o entendimento de que a decisão não afeta a política de preços da companhia, que “continua rigorosamente a mesma”, segundo ela.

“A MP não engessa em nada e não muda em nada o rumo da evolução da política de estratégia de preços da Petrobras. Ela não engessa, não altera e a gente segue na mesma direção, embora, sim, o governo do Brasil tenha buscado atenuar ou, eu diria, mitigar completamente o aumento de preços requerido neste momento”, acrescentou Chambriard.

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