Caso Master

Secretário-executivo da Fazenda diz que governo federal não vai intervir no BRB

Rogério Ceron disse que nenhuma medida de socorro está sendo discutida neste momento no Executivo

BRB - Banco de Brasília -  (crédito: Joédson Alves/Agência Brasil)
BRB - Banco de Brasília - (crédito: Joédson Alves/Agência Brasil)

O Secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, disse nesta quinta-feira (2/4), em entrevista à CNN Brasil, que não há no governo federal, nesse momento, nenhuma discussão para intervir ou oferecer socorro ao Banco Regional de Brasília (BRB).

"Neste momento não há nenhum tipo de discussão, intenção do governo federal de fazer intervenção ou de fazer qualquer tipo de socorro em relação ao BRB. É uma questão que está restrita ao governo do Distrito Federal. Então, claro, a governadora tem dialogado conosco naquilo que nós temos condições de dar apoio. Tem questões que são até administrativas e regulatórias que nós podemos, em alguma medida dar um apoio, mas a questão de intervenção, de compra, de qualquer socorro, isso não está sendo discutido no governo federal neste momento", disse.

Ceron ainda destacou que o Executivo tem aguardado e acompanha a situação do banco, já que envolve o sistema financeiro como um todo, mas pontuou que o GDF tem procurado uma solução interna. No entanto, na avaliação do Palácio do Planalto, é preciso aguardar mais um pouco, porque o governo distrital tem "condições de conduzir" o processo sozinhos.

O secretário também comentou o rebaixamento de crédito do BRB pela Moody's, que classificou o banco em nível de risco, com possibilidade de calote.

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"Olhando o sistema financeiro como um todo, claro que o Ministério da Fazenda se preocupa, acompanha de perto. Claro que não é saudável ter uma situação como essa, não é desejável que isso aconteça. Mas infelizmente está acontecendo. Aparentemente o BRB também tem questões relevantes de solvência que precisam ser endereçadas, medidas que o Banco Central tem exigido da instituição e é natural que as agências de rating comecem a olhar para essas instituições e realizem ajustes em termos de análise de risco dessas instituições financeiras, o que é natural", afirmou.

Segundo Ceron, a Moody's tem metodologia e credibilidade, e que se o ajuste foi feito, é porque "entende que há uma elevação significativa do risco da instituição". 

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postado em 02/04/2026 17:47
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