
Garantir um futuro financeiro mais estável passa, cada vez mais, por fazer o dinheiro render. O problema é que, apesar disso, a poupança ainda concentra boa parte das economias dos brasileiros, mesmo oferecendo um retorno baixo diante das alternativas disponíveis no mercado.
Com a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao ano, a caderneta de poupança se tornou uma opção pouco vantajosa. Nesse cenário, seu rendimento fica limitado a 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR), fazendo com que muitas vezes perca para a inflação.
Parte dos brasileiros, no entanto, ainda mantêm os recursos na poupança por hábito e percepção de segurança. A boa notícia é que existem alternativas igualmente seguras, acessíveis e com rendimentos superiores disponíveis no mercado. Conhecer essas opções é o primeiro passo para fazer seu dinheiro render de verdade.
Veja cinco investimentos de baixo risco que podem oferecer um retorno melhor que a poupança atualmente.
1. Tesouro Selic
Considerado o investimento mais seguro do país, o Tesouro Selic é um título público emitido pelo governo federal. Sua rentabilidade acompanha de perto a taxa básica de juros (Selic), o que garante um retorno consistente. A grande vantagem é a liquidez diária, que permite o resgate do dinheiro a qualquer momento sem perdas significativas. O investimento pode ser feito facilmente por meio de um banco ou corretora de valores, com aportes iniciais baixos, geralmente a partir de R$ 30.
2. CDB de liquidez diária
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são títulos emitidos por bancos para captar recursos. Na prática, o investidor empresta dinheiro à instituição. Opte por aqueles que pagam no mínimo 100% do CDI, um indicador que caminha lado a lado com a Selic. É comum que bancos menores ofereçam taxas mais atrativas para atrair clientes. Todos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para valores de até R$ 250 mil por CPF e por instituição.
3. LCI e LCA
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) são parecidas com os CDBs, mas o dinheiro captado financia os setores imobiliário e do agronegócio. O principal atrativo é a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que pode turbinar o rendimento líquido. Antes de investir, compare o retorno final com o de um CDB para garantir que a isenção fiscal realmente vale a pena. Elas também são garantidas pelo FGC, mas é preciso ter atenção aos prazos de carência para resgate.
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4. Fundos DI
Esses fundos investem a maior parte de seus recursos em títulos de baixo risco atrelados à Selic ou ao CDI, como o próprio Tesouro Selic. São uma forma prática de diversificar com gestão profissional, ideais para quem está começando. A liquidez costuma ser diária, facilitando o acesso ao dinheiro quando necessário. É fundamental verificar a taxa de administração cobrada, pois ela impacta o retorno final, mas muitas opções de baixo custo superam a poupança com folga.
5. CDBs com rentabilidade definida
Para quem não precisará do dinheiro no curto prazo, os CDBs prefixados ou atrelados à inflação (IPCA+) são ótimas alternativas. Nos prefixados, você trava uma taxa e sabe exatamente o retorno no vencimento. Já os atrelados ao IPCA protegem seu poder de compra e garantem um ganho real. Para receber a rentabilidade contratada, é preciso manter o dinheiro aplicado até o final do prazo, pois a venda antecipada pode gerar perdas.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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