
Depoimentos prestados por funcionários do Banco de Brasília (BRB) à Polícia Federal (PF) apontam indícios de fraude intencional na compra de carteiras de crédito do Banco Master. As oitivas fazem parte do inquérito que investiga possíveis irregularidades na operação, também analisada pelo Banco Central (BC).
Os servidores foram ouvidos na condição de testemunhas e relataram que falhas identificadas posteriormente já haviam sido previamente sinalizadas em auditorias internas. Segundo os depoimentos, mecanismos de controle e práticas de compliance chegaram a ser recomendados, mas não teriam sido adotados pelo então diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dario Oswaldo de Garcia Junior.
De acordo com as informações obtidas, os funcionários integravam equipes técnicas responsáveis por análises internas e eram subordinados diretamente ao ex-diretor, que deixou o cargo após a repercussão do caso. Eles afirmaram que alertas sobre riscos e inconsistências na operação foram registrados, mas não resultaram em mudanças nos procedimentos adotados.
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Na avaliação de investigadores, os relatos reforçam a hipótese de que houve descumprimento deliberado de normas internas de segurança e governança. Esse conjunto de elementos, segundo fontes ligadas ao caso, enfraquece a possibilidade de erro operacional e sustenta a linha de investigação voltada para fraude.
A apuração também busca esclarecer se houve favorecimento indevido na aquisição das carteiras de crédito e quais foram os impactos financeiros para a instituição pública. A defesa de Dario Oswaldo de Garcia Junior ainda não se manifestou sobre o conteúdo dos depoimentos. O espaço segue aberto para posicionamento.

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