
A carga tributária bruta do governo geral alcançou 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (10/4), representa aumento de 0,18 ponto percentual em relação a 2024.
No governo central, o crescimento foi impulsionado principalmente pela arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que avançou 0,23 ponto percentual do PIB, acompanhando a expansão da massa salarial.
Também contribuíram o aumento de 0,10 ponto percentual do IOF, associado a operações de crédito e câmbio, e a elevação de 0,12 ponto percentual nas contribuições ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), em meio à ampliação do emprego formal e à reoneração da folha de pagamentos.
Na esfera estadual, houve recuo de 0,09 ponto percentual do PIB. O desempenho foi influenciado pela arrecadação do ICMS, que cresceu em termos nominais, mas em ritmo inferior ao da economia.
Já os municípios registraram aumento de 0,03 ponto percentual do PIB. O resultado foi puxado pelo crescimento da arrecadação do ISS, que avançou 0,02 ponto percentual, acompanhando a atividade do setor de serviços, além de contribuições menores de impostos sobre propriedade, como o IPTU.
Na composição da carga tributária, os impostos sobre bens e serviços continuam com maior participação, embora tenham registrado leve redução, passando de 13,87% para 13,78% do PIB. Em contrapartida, os tributos sobre renda, lucros e ganhos de capital avançaram de 9,04% para 9,16% do PIB.
As contribuições sociais destinadas ao RGPS também apresentaram crescimento, saindo de 5,28% para 5,40% do PIB, enquanto as contribuições voltadas ao regime próprio de previdência social (RPPS) permaneceram praticamente estáveis.
As estimativas fazem parte de boletim da Secretaria do Tesouro Nacional, elaborado com base em padrões do Fundo Monetário Internacional.
*Estagiário sob a supervisão de Rafaela Gonçalves
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