Caso Master

TCU descarta tratativas para federalizar BRB

Relatório de auditores do TCU descarta venda de carteira de crédito do BRB para a Caixa, mas indica que houve negociações iniciais sem avanços concretos

O documento foi encaminhado ao relator da matéria, Bruno Dantas  -  (crédito:  Ed Alves/CB/D.A Press)
O documento foi encaminhado ao relator da matéria, Bruno Dantas - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) afastou estudos ou tratativas relacionadas à eventual federalização do Banco de Brasília (BRB) e ainda descartou a venda de carteiras de crédito do banco distrital para a Caixa Econômica Federal (Caixa).

De acordo com o relatório feito pela unidade do TCU de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros (AudBancos) e encaminhado ao ministro Bruno Dantas, relator do processo na Corte de Contas, não houve operação de compra de carteira de crédito do BRB pela Caixa, indicando que as interações entre as duas instituições não passaram de tratativas iniciais, sem evolução para negociação efetiva ou decisão estratégica.

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O documento também informou a inexistência de pleitos ou consultas relacionadas à federalização ou apoio financeiro do BRB junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), assim como inexistência de estudos ou tratativas do Banco do Brasil e da Secretaria do Tesouro Nacional também relacionadas à federalização do BRB.

Conforme informações da auditoria, as negociações entre Caixa e BRB não avançaram, porque não houve aprofundamento técnico, nem elaboração de relatórios conclusivos ou avaliação negocial. O relatório informou ainda que a ausência de documentos essenciais por parte do BRB inviabilizou a continuidade da análise, levando à suspensão e posterior encerramento do processo ainda em fase embrionária.

"Não obstante, verificou-se a ocorrência de atrasos reiterados e, ao final, a não apresentação, pelo BRB, dos documentos necessários à continuidade dos trabalhos, o que inviabilizou a conclusão da análise técnica pelas unidades responsáveis", informou o auditor no relatório enviado ao ministro relator Bruno Dantas, do TCU em 16 de abril.

De acordo com o relatório, a iniciativa "não evoluiu para qualquer etapa decisória ou negocial" e que não configurou, em nenhum momento, uma operação de aquisição de ativos do BRB, que tenta ampliar o capital para cobrir o rombo deixado pelas operações com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.

Conforme o documento, "revela-se pertinente a adoção de medida destinada a assegurar a tempestiva ciência do Tribunal acerca de eventual evolução do cenário fático, mediante determinação às entidades diligenciadas para comunicação imediata de quaisquer atos, ainda que preparatórios, relacionados à hipótese de federalização do BRB".

"Não obstante, a hipótese que fundamentou a representação insere-se em contexto dinâmico, envolvendo instituições financeiras públicas e possíveis rearranjos institucionais que podem vir a se materializar, ainda que em estágio preliminar, o que recomenda a manutenção do acompanhamento pelo Tribunal", destacou o auditor.

O documento ainda propôs a reclassificação para "pública" de parte das informações prestadas pela Caixa e pelo BNDES, conforme pedido das duas instituições. Além disso, recomendou "manter aberta a presente representação para acompanhamento do tema no âmbito desta unidade técnica, com vistas à pronta atuação do Tribunal caso sobrevenham elementos novos relevantes".

 


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postado em 24/04/2026 09:45
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