SERVIÇO PÚBLICO

Governo prevê 7 mil novos servidores ainda este ano, diz Dweck

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck prevê início das posses em maio e destaca avanço de cotas e presença feminina nos concursos

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) tem consolidado um novo perfil no serviço público brasileiro, com maior diversidade regional, racial e de gênero. Segundo ela, a expectativa do governo é que cerca de 7 mil novos servidores ingressem na administração federal ao longo deste ano.

De acordo com a ministra, as primeiras posses da segunda edição do certame devem começar já no início de maio, após a conclusão dos processos de homologação. “Nossa expectativa é chamar pessoas já aprovadas ao longo deste ano, algumas no primeiro semestre e outras no segundo”, disse durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministra” .

Criado com a proposta de democratizar o acesso ao funcionalismo, o chamado “Enem dos concursos” tem como eixo central a diversidade. “A lógica do CPNU é ter um serviço público com a cara do Brasil. Quanto mais diversidade, melhores serão as políticas públicas”, afirmou.

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Os dados apresentados pela ministra indicam avanço significativo nas políticas de inclusão. Na segunda edição, 40,5% dos aprovados vieram por meio de cotas, percentual superior ao mínimo legal. A nova legislação ampliou a reserva para 30% das vagas destinadas a pessoas negras, indígenas e quilombolas, mantendo também a cota para pessoas com deficiência.

Outro destaque foi o aumento da participação feminina entre os aprovados. As mulheres representaram 48,4% dos selecionados, avanço relevante em relação aos 37% registrados na primeira edição. “A gente viu uma distribuição muito equilibrada entre homens e mulheres em todos os grupos”, disse.

O alcance territorial do concurso também foi ampliado. A primeira edição reuniu candidatos de mais de 900 municípios, enquanto a segunda contabilizou participantes de cerca de 600 cidades, além de um cadastro de reserva amplo. Para a ministra, isso reforça a presença de diferentes realidades regionais dentro do Estado.

No total, a segunda edição aprovou 3.649 candidatos em vagas imediatas. Somadas às convocações remanescentes da primeira edição, o governo projeta a entrada de aproximadamente 12 mil novos servidores.

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Dweck ressaltou que os concursos homologados antes do período eleitoral poderão ter convocações normalmente, sem restrições legais. “Não há trava eleitoral para concursos já homologados”, explicou, indicando que chamadas adicionais devem ocorrer ao longo do segundo semestre.

Além do CPNU, a ministra antecipou reforços em áreas estratégicas, como segurança pública. A previsão é de convocação de até 2.500 novos servidores para a Polícia Federal do Brasil ainda neste mandato, com novas autorizações em análise.

Outro ponto destacado foi o uso de tecnologia e inteligência para garantir a lisura do processo. Em parceria com órgãos como a Agência Brasileira de Inteligência e a própria Polícia Federal, o governo implementou mecanismos de detecção de fraudes, incluindo o uso de inteligência artificial. As ações resultaram na identificação e prisão de grupos criminosos envolvidos em irregularidades.

“Quem fez a prova corretamente pode ficar tranquilo. A gente tem total capacidade de detectar fraudes”, afirmou a ministra, acrescentando que candidatos beneficiados por irregularidades poderão ser eliminados mesmo após a posse.

A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo de modernização do Estado, que inclui investimentos em inteligência artificial previstos no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), com orçamento de R$ 23 bilhões em quatro anos.

Para Dweck, o modelo do CPNU deve se consolidar como referência nos próximos anos, aliando inclusão social, eficiência e maior transparência no acesso ao serviço público.

 

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