O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) reforçou, nesta quinta-feira (2/3), o foco do governo federal em evitar desabastecimento de combustíveis, sobretudo de diesel, nos postos de gasolina. O risco comentado por Alckmin ocorre pelo fato de o conflito no Oriente Médio ter potencial de prejudicar a chegada do produto.
"Em relação aos combustíveis, o que mais preocupa é o diesel. A primeira tarefa e prioridade é garantir abastecimento. A outra é minimizar os efeitos da guerra e os impactos no preços (...) isso tem impacto e na inflação, tem impacto no no bolso do consumidor", disse Alckmin, durante café da manhã com jornalistas, em Brasília. O evento marcou a saíde de Alckmin no comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Quanto ao objetivo de "minimizar" a subida de preços provocada pela instabilidade no Oriente Médio, o vice-presidente classificou como avançadas negociações entre o governo federal e os estados para chegar em um consenso em relação à proposta que prevê subsídio de R$ 0,60 da União e R$ 0,60 dos entes federativos no valor do diesel.
"Dos 27 estados, até agora, só dois disseram que não (topariam a proposta do governo). Dos outros 25, 23 praticamente já concordaram (com a proposta do governo) e outros dois ou três estão avaliando para dar resposta hoje ou amanhã (3/3)", afirmou Alckmin, sem especificar quais estados não aderiram ao plano.
Ainda sobre combustíveis, o vice-presidente citou negociações com distribuidoras para evitar aumentos em decorrência do conflito no Oriente Médio. "Eu vi hoje que as algumas das grandes não tinham concordado. Qual o caminho? É diálogo. Diálogo", reforçou o vice-presidente, antes de criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro por medidas adotadas em 2022 para reduzir preços de combustíveis. “Eu queria destacar a importância de você ter um governo que dialoga, que busca entendimento. Porque lá atrás, o outro governo, quando isso foi feito, foi feito unilateralmente, tirando o ICMS dos Estados”, pontuou o atual vice de Lula e futuro postulante ao Palácio do Jaburu, nas eleições deste ano.
