RECEITA FEDERAL

Brasil e EUA terão troca simultânea de informações contra crime organizado

Acordo prevê troca de informações em tempo real e atuação conjunta em rotas estratégicas, como a Tríplice Fronteira

O governo brasileiro firmou, nesta sexta-feira (10/4), um acordo de cooperação com os Estados Unidos para reforçar o combate ao tráfico internacional de armas e drogas. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, a atuação integrada entre países é essencial para enfrentar o crime organizado e ampliar a eficácia das operações.

“Temos no pilar da cooperação internacional um grande eixo para o enfrentamento qualificado ao crime organizado. As organizações não são mais locais”, afirmou.

O acordo prevê o compartilhamento de dados sobre cargas e contêineres com destino ao Brasil, ampliando a capacidade de monitoramento das autoridades. “São informações de grande relevância que receberemos a partir da análise de contêineres destinados ao Brasil, o que permitirá que cada agência cumpra suas funções e, ao mesmo tempo, troque dados de forma integrada”, disse Rodrigues.

A parceria tem como eixo o Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), que busca coordenar a atuação dos dois países em pontos estratégicos, como a região da Tríplice Fronteira.

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que o combate às organizações criminosas exige atuação conjunta dentro do país e nas fronteiras. “O enfrentamento às organizações criminosas não ocorre apenas no território nacional, mas também nas fronteiras, impedindo que recebam insumos para suas atividades, principalmente armas, mas também drogas”, declarou.

A integração entre os sistemas também permitirá respostas mais rápidas em casos específicos. Segundo Barreirinhas, ao identificar material ilícito em cargas internacionais, as autoridades brasileiras poderão acionar diretamente os órgãos norte-americanos. “Quando for identificada, por exemplo, uma peça de fuzil em um contêiner vindo da Flórida, a autoridade americana será informada imediatamente para apurar a origem e os responsáveis pelo envio”, explicou.

 *Estagiário sob a supervisão de Rafaela Gonçalves 

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