Receita Federal

Cooperação com EUA deve reforçar combate ao crime organizado, diz Durigan

Projeto prevê integração entre Receita Federal e autoridades norte-americanas para reforçar ações de inteligência e combate ao crime organizado

O  ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a Cooperação Mútua entre a Receita Federal do Brasil (RFB) e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos Estados Unidos, para o combate ao crime transnacional -  (crédito: Washington Costa/MF)
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a Cooperação Mútua entre a Receita Federal do Brasil (RFB) e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos Estados Unidos, para o combate ao crime transnacional - (crédito: Washington Costa/MF)

O governo brasileiro firmou, nesta sexta-feira (10/4), uma cooperação com os Estados Unidos para reforçar o combate ao tráfico internacional de armas e drogas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a iniciativa prevê medidas operacionais para aumentar a efetividade das ações de segurança e enfrentar o crime organizado.

“O que estamos fazendo é adotar medidas executivas e concretas que permitem manter tanto o Brasil quanto os Estados Unidos mais seguros, com inteligência e combate ao crime organizado”, afirmou.

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A iniciativa envolve o Ministério da Fazenda, a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection, com foco na integração de inteligência e na realização de operações conjuntas.

O acordo tem como base o Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), que busca coordenar ações em rotas estratégicas, como a região da Tríplice Fronteira. A agenda começou a ser estruturada em janeiro de 2026, após missão técnica realizada em Foz do Iguaçu (PR), e integra o diálogo bilateral entre os dois países.

Um dos pontos centrais da cooperação é o compartilhamento de informações entre as autoridades. Segundo o governo, o acordo permite a troca de dados que antes não era realizada. “O que ouvimos hoje das autoridades norte-americanas e pudemos compartilhar com eles é um avanço importante, que é o intercâmbio de informações que até então não existia”, disse Durigan.

A troca de dados será realizada em tempo real e envolverá a integração entre a Receita Federal e a Polícia Federal. De acordo com o ministro, o fluxo inclui tanto dados brutos quanto relatórios de inteligência. “A informação vai ser compartilhada diretamente em tempo real da Receita Federal para a Polícia Federal, de modo que a gente aumente a cooperação e a capacidade de resposta”, destacou.

“Nós temos duas grandes expectativas: mais efetividade no combate ao crime organizado e a possibilidade de avançar em outras frentes de cooperação com os Estados Unidos”, acrescentou.

 *Estagiário sob a supervisão de Rafaela Gonçalves 

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postado em 10/04/2026 13:48
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