Os preços do petróleo no mercado internacional operam em forte queda na manhã desta sexta-feira (17/4) após o governo do Irã confirmar o fim do bloqueio naval no Estreito de Ormuz, por onde cerca de um quinto de toda a produção da commodity trafega. A decisão provocou uma rápida desvalorização nas principais cotações do chamado “ouro negro”, que ficam ainda mais distantes do patamar de US$ 100 por barril.
Por volta das 12h (horário de Brasília), o barril do tipo Brent — mais utilizado pela maioria dos países — operava em queda de 11%, cotado a US$ 87. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos Estados Unidos, recuava 13%, sendo negociado a US$ 82 por barril.
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O Estreito de Ormuz estava “fechado” oficialmente desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro, quando o governo iraniano anunciou que destruiria qualquer navio que trafegasse pela região. Apesar da ameaça, na prática, algumas embarcações ainda se aventuraram na travessia, que, em seu trecho mais estreito, tem apenas 33 km entre uma margem e outra.
Nesta sexta, o regime dos aiatolás anunciou formalmente a reabertura do estreito enquanto durar o cessar-fogo com os EUA. Segundo a comunicação iraniana, todas as embarcações podem voltar a circular livremente pela passagem durante o período de trégua. O otimismo do mercado também está relacionado ao fato de este ser o primeiro grande passo do governo iraniano em direção ao fim do conflito.
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Nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou o anúncio e agradeceu ao governo do Paquistão por intermediar um acordo entre os dois países. O chefe de Estado também saudou a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Catar por ajudarem nas negociações. Por outro lado, o líder norte-americano negou a ajuda da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e disse para “ficarem longe”.
“Agora que a situação no Estreito de Ormuz acabou, recebi uma ligação da OTAN perguntando se precisávamos de alguma ajuda. Eu DISSE A ELES PARA FICAREM LONGE, a menos que queiram apenas encher seus navios com petróleo. Eles foram inúteis quando foram necessários”, escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social.
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