Conflito no Oriente Médio

Impacto da alta do petróleo no Brasil é de 20%, afirma Durigan

Ministro da Fazenda descarta desabastecimento, prevê medidas se guerra avançar e defende uso de receitas do petróleo para reduzir combustíveis

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa do programa Bom Dia, Ministro.
     -  (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa do programa Bom Dia, Ministro. - (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6/5) que o Brasil está entre os países menos impactados pela alta do petróleo em meio aos conflitos no Oriente Médio. Segundo ele, o repasse aos preços internos gira em torno de 20% e pode ser alvo de novas medidas do governo caso o cenário de guerra se intensifique.

“À medida que a guerra for avançando, a gente vai adotando a medida com aquela premissa. O Brasil não é sócio da guerra, nós vamos ajudar o nosso povo”, disse em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

O ministro declarou não há risco de desabastecimento de combustíveis no país e os preços do gás de cozinha (GLP) permanecem estáveis, mesmo com pressões registradas em outras partes do mundo.

Ainda assim, Durigan voltou a defender o projeto de lei complementar (PLP) enviado pelo governo ao Congresso, que permite à União utilizar receitas extraordinárias do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis. 

“Nós temos um debate sobre gasolina e etanol. Para que a gente não aumente o preço da gasolina e do etanol no país, nós pedimos ao Congresso uma autorização que é a seguinte. Hoje, se eu não tiver essa autorização, para eu tirar um pouco do tributo da gasolina, eu tenho que aumentar um outro tributo, para manter a neutralidade”, afirmou.

Subvenção 

Sobre a política de subvenção ao diesel, o ministro disse que todos os Estados aderiram ao programa, com exceção de Rondônia. Segundo ele, a não adesão ocorreu por razões políticas. “Todos os Estados aderiram agora com formalização, assinaturas, menos um Estado, que é um Estado que a gente teve muita dificuldade de dialogar, o Estado de Rondônia, não teve retorno, esse estado não aderiu”, declarou.

Durigan classificou a decisão como lamentável e afirmou que, se houvesse entraves técnicos, o tema teria sido debatido entre os demais Estados. “É lamentável que a gente tenha questões políticas orientando a decisão do país nesse momento que nós estamos fazendo um esforço nacional em benefício da população”, disse.

 

  • Google Discover Icon
postado em 06/05/2026 10:10
x