Balanço

Grupo Pão de Açúcar registra prejuízo bilionário no primeiro trimestre

Em recuperação extrajudicial desde março de 2026, a companhia atravessa um período de reformulação das operações

Rombo líquido do grupo foi de R$ 1,347 bilhão. Desde a primeira quinzena de março, o GPA está em processo de recuperação extrajudicial. -  (crédito: Reprodução/Instagram/@paodeacucar)
Rombo líquido do grupo foi de R$ 1,347 bilhão. Desde a primeira quinzena de março, o GPA está em processo de recuperação extrajudicial. - (crédito: Reprodução/Instagram/@paodeacucar)

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) amargou um prejuízo bilionário no primeiro trimestre do ano, de acordo com o balanço contábil da companhia divulgado nesta quinta-feira (14/5). Nesse período, o rombo líquido do grupo foi de R$ 1,347 bilhão, um valor extremamente superior aos R$ 93 milhões registrados no mesmo trimestre em 2025. Desde a primeira quinzena de março, o GPA está em processo de recuperação extrajudicial.

De acordo com a companhia, somente os efeitos contábeis não recorrentes e sem impacto no caixa, como as baixas contábeis de ativos, além de softwares, fundo de comércio e um crédito obtido no exterior somaram R$ 1,014 bilhão de prejuízo nesse período para o GPA. Ao descontar esses efeitos, o prejuízo ajustado seria de R$ 333 milhões.

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No primeiro trimestre, a receita líquida do grupo recuou 8,2%, para R$ 4,3 bilhões, um resultado direto da estratégia da empresa de encerrar frentes que não dão mais lucro, como alguns canais de e-commerce e o formato Aliados — criado em 2016, com o objetivo de ser um apoio para varejistas menores.

Por outro lado, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado teve aumento 12% no 1T26 e atingiu R$ 458 milhões, com uma margem que subiu para 10,5%.

Executivos acreditam na retomada

Apesar dos resultados desfavoráveis, os executivos do GPA acreditam na retomada dos lucros em breve, com o projeto de reestruturação aprovado há cerca de dois meses, que prevê um impacto total de R$ 4,5 bilhões — acima da dívida reportada com credores quando o plano de recuperação extrajudicial foi votado, que era de R$ 4 bilhões.

Além disso, com a homologação judicial, o grupo acredita que esse passivo pode ser reduzido para aproximadamente R$ 2,1 bilhões.

“Temos desafios relevantes pela frente, mas acreditamos que a companhia reúne os atributos necessários para evoluir de forma consistente ao longo do tempo. Estamos construindo bases mais sólidas para o futuro do GPA, com mais disciplina financeira, mais simplicidade operacional, mais foco no cliente e uma cultura cada vez mais orientada à execução”, destaca o CEO, Alexandre Santoro.

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postado em 15/05/2026 15:58
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