
A Companhia Brasileira de Distribuição, conhecida também como Grupo Pão de Açúcar (GPA), dona da rede de supermercado de mesmo nome e do Extra, anunciou nesta quarta-feira (6/5) que irá protocolar um novo plano de recuperação extrajudicial com credores. O plano foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração da companhia e representa 57,49% dos créditos sujeitos, cujo valor total é de R$ 4,568 bilhões.
O GPA destaca, em nota, que o acordo foi obtido no prazo de 56 dias após o protocolo da primeira versão do plano, que foi publicada no dia 10 de março. Esse prazo é inferior aos 90 dias determinados pela legislação. Segundo a companhia, o novo plano será protocolado perante o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo para homologação.
De acordo com o grupo que controla o Pão de Açúcar, o plano de reestruturação endereça, simultaneamente, a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira das empresas a longo prazo. Com a homologação judicial, o GPA espera que as obrigações de pagamento sujeitas ao plano tenham o prazo médio estendido para 6,4 anos, o custo médio (juros) reduzido para CDI +0,5% ao ano e o valor total reduzido em mais de 50% ao longo do tempo.
“Trata-se de um passo essencial para melhorar o perfil de endividamento e posicionar a Companhia para o futuro, ao mesmo tempo em que preserva o relacionamento com os fornecedores e protege as operações de suas lojas, que seguirão funcionando normalmente”, destaca a companhia, em nota.
Reestruturação de créditos
Além da redução dos valores e do alongamento do prazo para quitar as dívidas, o plano contempla a reestruturação dos créditos sujeitos em debêntures conversíveis no valor de até R$ 1,1 bilhão. Segundo a companhia, as debêntures terão quatro janelas de conversão, a critério de seus titulares, respectivamente no primeiro semestre de 2027, 2029, 2030 e 2031.
O acordo também prevê um novo financiamento para o GPA no valor total de até R$ 200 milhões, a ser integralmente realizado por credores sujeitos ao plano de recuperação extrajudicial que desejem conceder novos recursos à companhia.
“Como resultado dessas medidas, o plano de recuperação extrajudicial proporcionará liquidez relevante e reduzirá em mais de R$ 4 bilhões os desembolsos a serem realizados pela Companhia nos próximos dois anos, aliviando o fluxo de caixa no período”, acrescenta o grupo.

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