BLOCO

Paraguai consulta Brasil sobre possível retorno da Venezuela ao Mercosul

Entendimento é que gestão conduzida pela nova presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, após deposição de Nicolás Maduro, criaria novo contexto político para reintegração do país, que participou do bloco sul-americano entre 2006 e 2012

Lula e o presidente temporário do Mercosul e chefe do Executivo do Paraguai, Santiago Peña -  (crédito: Reprodução/Instagram/@santipenapy)
Lula e o presidente temporário do Mercosul e chefe do Executivo do Paraguai, Santiago Peña - (crédito: Reprodução/Instagram/@santipenapy)

 O Brasil foi consultado pelo Paraguai sobre uma possível reintegração da Venezuela ao Mercado Comum do Sul (Mercosul). A ideia, segundo fontes do bloco sul-americano, é que essa possibilidade seja discutida entre os países-membros (Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Argentina) na próxima cúpula do Mercosul, prevista para 30 de junho em Assunção, no Paraguai. A possibilidade de retorno da Venezuela ao bloco, porém, pode ser contestada pela Argentina.

A presidência temporária do Mercosul, até o final deste ano, é comandada pelo chefe do executivo paraguaio, Santiago Peña. A proposta do Paraguai, ainda de acordo com interlocutores do bloco, é que a possível inclusão da Venezuela seja feita de forma escalonada.

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Assim como foi a entrada da Bolívia no Mercosul, dois anos atrás, uma possível reinclusão da Venezuela seguiria um prazo de até quatro anos para que o país adote todas as normas do Mercado Comum do Sul. Só após o cumprimento de todo esse processo, o país seria integrado como membro do bloco.

Venezuela suspensa do Mercosul

O entendimento para uma futura reinserção da Venezuela no Mercosul, ainda conforme interlocutores do bloco, é que gestão conduzida pela nova presidente do país Delcy Rodriguez, após deposição de Nicolás Maduro, criaria novo contexto político para reintegração do país, que participou do bloco sul-americano entre 2012 e 2016.

A partir de 2017, no entanto, o país foi suspenso por ruptura do regulamento do bloco que prevê que todos seus países-membros tenham pleno funcionamento de instituições democráticas.

Além de ter sido suspensa por romper a cláusula que prevê democracia nos países do bloco, a Venezuela — nos anos em que foi membro do Mercosul — deixou dívidas com órgãos do Mercosul a partir de empréstimos feitos pela PDVSA, estatal de petróleo do país. 

Um possível retorno da Venezuela ao bloco poderia, ainda conforme interlocutores, seria uma oportunidade para que essas dívidas fossem negociadas.

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postado em 15/05/2026 22:05
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