
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, nesta quarta-feira (20/5), que a demanda real por voos no Brasil em abril registrou o pior resultado desde maio de 2024, quando cresceu apenas 0,3%. No último resultado mensal divulgado pela entidade, o crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior foi de 2,4% nas rotas domésticas.
A demanda é calculada com base no índice RPK (Revenue Passenger-Kilometers ou Passageiros-Quilômetros Pagantes, na tradução do inglês), utilizado frequentemente para medir a demanda no setor.
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Para chegar ao resultado final do RPK, multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância voada pelas aeronaves, em quilômetros (km). Em abril, esse índice chegou a 8,71 bilhões.
Os dados estão disponíveis no Relatório de Demanda e Oferta, da Anac, que também aponta para um crescimento de 1,1% nos voos domésticos, na comparação com abril de 2025.
Nesse período, foram movimentados 8 milhões de viajantes no segmento. No geral, contando com as viagens internacionais, foram 10,2 milhões de passageiros e um aumento de 1,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
A Latam Airlines liderou o RPK em abril, com um índice de 3,38 bilhões e um crescimento de 2,1% ante abril de 2025. A participação da empresa no mercado chegou a 39,7% no mês. O maior aumento mensal, no entanto, veio da Gol Linhas Aéreas, com avanço de 10,9% e 32,94% de participação no setor. Já a Azul Linhas Aéreas teve uma queda de 5,4% no mês e participação de 27,9%.
Tarifa mais cara
A Anac também publicou nesta quarta-feira uma atualização do painel de tarifas do setor aéreo, com os dados referentes ao último mês de abril. Nesse período, a tarifa real média identificada no país, ao considerar todas as rotas, foi de R$ 669,41 por trecho, o que representa um aumento de 9% ante abril de 2025, e de 9,8% em relação a abril de 2024.
O aumento no preço das tarifas é reflexo do Querosene de Aviação (QAV) mais caro, que também é consequência do encarecimento do petróleo no mercado internacional, em virtude do conflito no Oriente Médio, que teve início no fim de fevereiro.
O preço do QAV em abril foi de R$ 5,40/litro, o que representa um avanço de 40,7% ante abril de 2025 e 23,3% se comparado ao mesmo mês de 2024.
Em relação às faixas tarifárias identificadas no período, a maior parte dos assentos comercializados no mês (45,2%) se situou na faixa abaixo de R$ 500, sendo que 6,2% dos assentos foram vendidos por mais de R$ 1,5 mil, segundo a agência.

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