
De olho principalmente nos bens duráveis, como móveis e eletrodomésticos, as famílias brasileiras estão mais propensas a gastar em produtos e serviços, como indica uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgada nesta segunda-feira (25/5). Segundo o levantamento, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 1,6% em maio, na comparação com o mês anterior.
Com esse aumento, o índice medido mensalmente pela CNC chegou a 106,6 pontos e atingiu o maior nível desde maio de 2015, quando o mesmo indicador alcançou 108 pontos. O ICF é calculado como uma média de outros indicadores, que podem variar entre 0 e 200 pontos.
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O resultado positivo para o mês de maio foi causado, principalmente, pela disposição maior das famílias brasileiras em comprar bens duráveis, que subiu 18,5% ante o mês anterior. Entre os itens que tiveram destaque no mês estão os eletrodomésticos e eletrônicos.
Para o presidente da entidade, José Roberto Tadros, a procura maior por bens é reflexo de um alívio inflacionário que se restringe a esse segmento, o que não exclui o cenário de incertezas no comércio. O nível de consumo atual, que compõe o ICF, subiu 3,4% na comparação anual, mas ainda está em 93,8 pontos, abaixo do limite de 100 pontos, que indica pessimismo maior dos consumidores.
“Não podemos ignorar que a taxa Selic permanece em patamar excessivamente elevado, atuando como freio na economia ao encarecer o crédito e limitar o poder de consumo imediato das famílias. Esse nível restritivo de juros drena a capacidade de venda das empresas e sufoca a retomada do crescimento", avalia Tadros.
Apesar da inflação pressionada, o nível favorável de emprego ajuda a manter uma certa estabilidade no consumo, de acordo com a entidade. A pesquisa mostra que 42,3% dos entrevistados afirmaram estar em um momento mais seguro para o trabalho, o que representa o maior percentual desde o último mês de janeiro.

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