Morreu, aos 80 anos, o economista Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, ex-diretor do Banco Central e atuante em momentos decisivos da política monetária brasileira. Ele estava internado no Rio de Janeiro após passar por cirurgia no estômago.
Em nota, o Banco Central lamentou a perda. “Economista de formação singular — graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre pela Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas e doutor pela Universidade de Harvard —, Francisco Lopes dedicou décadas de sua vida intelectual ao enfrentamento do maior desafio macroeconômico de seu tempo: a inflação crônica brasileira dos anos 1980 e 1990”, diz o texto.
Chico Lopes, como era conhecido, esteve presente na formulação do Plano Cruzado, em 1986, e do Plano Bresser, em 1987. Ele também foi consultado pelas equipes de economistas na elaboração do Plano Real.
O economista assumiu a diretoria do BC no período de 1995 a 1998 e assumiu a presidência interina da instituição de janeiro a fevereiro de 1999. Um dos principais legados de Chico Lopes foi a criação do Comitê de Política Monetária (Copom).
Confira a nota completa
A Diretoria do Banco Central do Brasil recebe com profundo pesar a notícia do falecimento de Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, o Chico Lopes, ocorrido nesta data.
Economista de formação singular — graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre pela Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas e doutor pela Universidade de Harvard —, Francisco Lopes dedicou décadas de sua vida intelectual ao enfrentamento do maior desafio macroeconômico de seu tempo: a inflação crônica brasileira dos anos 1980 e 1990.
No Banco Central Francisco Lopes serviu como diretor entre 1995 e 1998 e, brevemente, como presidente interino em janeiro e fevereiro de 1999, tendo deixado o Banco Central em março do mesmo ano. Sua contribuição mais duradoura ao Banco Central foi a criação e institucionalização do Comitê de Política Monetária — o Copom —, governança que até hoje norteia a condução da política monetária do País, conferindo previsibilidade, transparência e rigor técnico às decisões sobre a taxa básica de juros.
A Diretoria do Banco Central do Brasil presta sua homenagem a um economista que marcou a história da estabilização econômica brasileira e deixa, na memória desta casa e no pensamento econômico nacional, um legado de inteligência, ousadia intelectual e dedicação ao País.
Nossos sinceros sentimentos à família e aos amigos.
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