O presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista-DF), Sebastião Abritta, criticou nesta quarta-feira (13/5) o anúncio do governo federal sobre o fim da taxação para compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida como “taxa das blusinhas”.
Durante entrevista ao CB.Poder — parceria do Correio com a TV Brasília, ele afirmou que a decisão gera insegurança para o setor e pode provocar impactos sobre o emprego e o faturamento do comércio nacional.
“O varejo é a mola propulsora para iniciar um negócio. Hoje, quem tem uma grande rede de lojas, um dia, começou com um pequeno negócio, gerando emprego e renda na nossa cidade. É um dos maiores geradores de empregos, ficando apenas atrás do Governo do Distrito Federal (GDF)”, afirmou em conversa com os jornalistas Samanta Sallum e Ronayre Nunes.
De acordo com o dirigente, o anúncio do governo federal foi recebido de forma negativa pelo comércio varejista. “Isso foi uma decisão que nos pegou de surpresa de forma negativa, como um balde de água fria para os geradores de emprego”, declarou.
Medida favorece empresas estrangeiras
Abritta citou a forte atuação Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2024 para afirmar que a cobrança de 20% sobre compras internacionais havia reduzido perdas de faturamento do comércio nacional e ajudado a preservar empregos. Segundo ele, a retirada da taxação tende a favorecer plataformas estrangeiras de comércio eletrônico.
“O varejista já luta com o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), aluguel, altas taxas de juros e problemas de falta de mão de obra. De uma hora para outra, por meio de uma medida populista, o governo retira essa taxa”, disse.
O presidente do Sindivarejista também afirmou que a mudança pode afetar a competitividade do varejo brasileiro diante de empresas internacionais de e-commerce.
*Estagiário sob a supervisão de Victor Correia
Saiba Mais
