O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quarta-feira (20/5) que o governo pretende zerar até o fim de 2026 a fila de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que atualmente soma cerca de 2,3 milhões de pedidos.
Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC, ele disse que a redução do estoque vem sendo acelerada com mutirões, contratação de peritos, teleperícia e ampliação do atendimento digital. “Eu quero zerar essa fila até o fim deste ano. Esse é o compromisso do presidente Lula com o Brasil”, declarou. Segundo ele, a fila chegou a 3,1 milhões de requerimentos em fevereiro e vem caindo gradualmente nos últimos meses.
Queiroz explicou que parte dos pedidos contabilizados corresponde ao fluxo normal do sistema, que recebe cerca de 1,3 milhão de novas solicitações por mês.
“O nosso desafio é deixar essa fila abaixo de 1,3 milhão, ou seja, apenas o fluxo mensal, sem estoque represado”, disse.
O ministro destacou ainda que o governo ampliou o uso do Atestmed, sistema de análise documental que dispensa perícia presencial em casos de menor complexidade. “Em muitos casos, a perícia presencial não é necessária. Isso acelera o processo e reduz custos para o Estado e para o trabalhador”, afirmou. Segundo ele, o INSS registrou recorde de concessões neste ano. “Só em março foram 890 mil benefícios concedidos, o maior número da história.”
O governo demitiu Gilberto Waller da presidência do INSS em abril em meio à crescente pressão política provocada pelo acúmulo de pedidos represados no órgão. A fila de requerimentos ultrapassava 2,7 milhões de solicitações, ampliando o desgaste da gestão e aumentando as cobranças por respostas do governo.
Durante a entrevista, Queiroz afirmou que a troca no comando do instituto ocorreu para dar “um passo à frente” na gestão do órgão e ampliar o diálogo com os servidores. Segundo ele, a atual presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, foi escolhida por ser funcionária de carreira e conhecer a estrutura interna do instituto.
Reforma
O ministro também afastou a possibilidade de apoiar uma nova reforma da Previdência e fez críticas a propostas que impliquem endurecimento das regras para os trabalhadores.
Ao comentar o tema, Queiroz afirmou ser contrário a mudanças que elevem o tempo de contribuição, aumentem os custos para o trabalhador ou reduzam benefícios. “Quando você ouvir falar em reforma da Previdência, lembre-se sempre que ela vai fazer o trabalhador pagar mais, trabalhar mais tempo ou receber menos”, disse. “Eu sou contra a reforma. Precisamos construir soluções que preservem os direitos dos trabalhadores.”
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