
Em meio à tensão causada pela classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organização terrorista pelos Estados Unidos, o governo se reúne no Palácio da Alvorada, nesta segunda-feira (1º/6). Encabeçada pela Casa Civil, o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência.
Na agenda do líder petista, constam duas reuniões com a equipe da Casa Civil: uma com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, e outra com a chefe da pasta, Miriam Belchior.
Mais cedo, Durigan avaliou que a decisão do presidente norte-americano Donald Trump pode ter impactos econômicos negativos e que o governo brasileiro “vai fazer de tudo” para impedir que alcance famílias e empresas brasileiras.
“Nós não vamos deixar de fazer esforços e devo entrar nesta semana em contato com as autoridades dos Estados Unidos para esclarecer o que está acontecendo, porque o presidente Lula foi o primeiro a defender o combate a esse tipo de facção”, disse ele em entrevista à CBN.
Um dos impactos previstos pelo ministro afeta diretamente ao Pix. “O Pix é o maior símbolo de soberania financeira do Brasil. Não podemos ficar presos ao risco de uma intervenção ou subserviência que nos tira do caminho da inovação e da geração de uma infraestrutura segura de pagamento às nossas empresas e famílias.”
“Se houver uma alegação dizendo que determinado banco brasileiro tem contas [de algum membro] do PCC, a autoridade norte-americana pode sancionar esse banco pelo Tesouro norte-americano e impedir ele de operar com o Pix. (...) No México, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com uma ação e fechou três bancos, a partir de uma designação de relação com organizações terroristas”, declarou.

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