REFORMA TRIBUTÁRIA

Receita descarta recuo na reforma tributária e vê ataques ligados ao cenário eleitoral

Segundo Barreirinhas, o governo já esperava o aumento dos ataques à medida por considerar a reforma um dos principais avanços econômicos das últimas décadas

Segundo o secretário, o governo já esperava o aumento dos ataques à medida  -  (crédito: Washington Costa)
Segundo o secretário, o governo já esperava o aumento dos ataques à medida - (crédito: Washington Costa)

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta quinta-feira (25/6) que não existe possibilidade de adiamento ou recuo da reforma tributária, mesmo diante das críticas e questionamentos que vêm surgindo com a proximidade do período eleitoral.

Segundo o secretário, o governo já esperava o aumento dos ataques à medida por considerar a reforma um dos principais avanços econômicos das últimas décadas.

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“Já esperávamos esse discurso, pois a reforma é o maior avanço das últimas quatro décadas e uma vitória política do governo. Sabíamos que haveria ataques e fake news. Mas não existe hipótese de voltarmos atrás; o prejuízo ao contribuinte seria enorme”, afirmou.

Barreirinhas também comentou o processo de regulamentação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo. De acordo com ele, o texto segue em elaboração em conjunto com outros ministérios e será encaminhado ao Congresso Nacional nos próximos meses.

A Receita Federal também divulgou hoje que a arrecadação totalizou R$ 266,8 bilhões no mês, alta real de 10,69% na comparação com maio de 2025, já descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No acumulado de janeiro a maio, as receitas federais alcançaram R$ 1,32 trilhão, avanço real de 6,42% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado representa o maior valor para os cinco primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 2011.

Do total arrecadado em maio, R$ 256,3 bilhões vieram de receitas administradas diretamente pela Receita Federal, enquanto R$ 10,5 bilhões foram provenientes de receitas geridas por outros órgãos federais.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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postado em 25/06/2026 14:28 / atualizado em 25/06/2026 14:35
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