BANCO CENTRAL

Mercado mantém inflação em 5,33% e sobe projeção da Selic para 14%

Relatório Focus indica expectativa de juros altos e dólar a R$ 5,20 no fim de 2026

Estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) seguem em melhora -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) seguem em melhora - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

O mercado financeiro manteve a expectativa para a inflação em 2026, mas voltou a elevar as projeções para o crescimento da economia brasileira, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (29/6). A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, foi mantida em 5,33% para 2026.

A estabilidade em relação à semana anterior representa fim da sequência de 15 semanas em alta, porém, expectativa segue acima do teto da meta de inflação e supera os 5,09% projetados há quatro semanas.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Na política monetária, o mercado manteve a expectativa de que a taxa Selic encerre 2026 em 14% ao ano. A projeção representa uma alta em relação aos 13,25% esperados há quatro semanas e indica que os juros permanecerão elevados por mais tempo diante das pressões inflacionárias. Para 2027, a estimativa é de queda para 12% ao ano.

As estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) seguem em melhora. A projeção de crescimento da economia passou para 1,99% em 2026, registrando a sexta alta consecutiva nas expectativas do mercado. Para 2027, no entanto, a previsão é de expansão mais moderada, de 1,68%.

No mercado cambial, a previsão para o dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20. Já para os próximos meses, a expectativa é de que a moeda norte-americana oscile entre R$ 5,10 e R$ 5,14.

"O resultado de junho traz um sopro de alívio vindo do atacado, em boa parte reflexo do recuo do petróleo com o avanço das negociações de paz entre EUA e Irã. Parte desse movimento já começa a chegar ao consumidor, como mostram as quedas em itens do IPC", explica Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.

*Estagiário sob a supervisão de Aline Gouveia

  • Google Discover Icon
postado em 29/06/2026 09:12
x