A expectativa dos brasileiros em relação à economia do país apresentou melhora nos últimos três meses e meio, com avanço do otimismo e recuo do pessimismo, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (23/6). O levantamento indica que 36% dos entrevistados acreditam que a economia brasileira vai melhorar nos próximos meses, número superior dos 30% registrados em março. No mesmo intervalo, a parcela dos que preveem piora recuou de 35% para 26%.
Já 32% avaliam que o cenário permanecerá estável (33% na rodada anterior) e 6% não souberam responder (ante 3%). Na avaliação da situação financeira pessoal, o quadro é de estabilidade: 51% dizem esperar melhora, mesmo patamar da pesquisa anterior. A expectativa de piora recuou de 14% para 12%.
No recorte socioeconômico e político, o otimismo é mais elevado entre os menos escolarizados (40%), entre os que têm renda familiar de até dois salários mínimos (41%) e entre eleitores que declaram intenção de votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (52%).
O pessimismo é mais forte entre os mais instruídos (32%), entre os que possuem renda acima de cinco salários mínimos (35%) e entre os que afirmam votar em Flávio Bolsonaro (PL), onde chega a 45%.
Apesar da melhora nas expectativas futuras, a avaliação do cenário atual permanece desfavorável. Para 45% dos entrevistados, a economia piorou nos últimos meses, ante 46% em março — variação dentro da margem de erro. Já a percepção de melhora recuou de 24% para 22%, enquanto a avaliação de estabilidade avançou de 28% para 32%.
No caso da situação financeira pessoal, 31% avaliam que houve piora (33% em março) e 29% que houve melhora (30% na rodada anterior), ambos movimentos dentro da margem de erro. A pesquisa foi realizada em 17 e 18 de junho, com 2.004 entrevistados de 16 anos ou mais, em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
