NEGÓCIOS

Bares batem recorde de vendas com classificação do Brasil na Copa

Partida contra o Japão fez faturamento dos bares crescer 86,1% e bater o maior resultado já registrado pelo setor em jogos da Seleção analisados pela Cielo

Brasilienses acompanham a partida contra o Japão, em um bar na Asa Norte: festa e dinheiro a mais no bolso dos comerciantes -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Brasilienses acompanham a partida contra o Japão, em um bar na Asa Norte: festa e dinheiro a mais no bolso dos comerciantes - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A classificação da Seleção Brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo teve reflexos além do campo. Segundo dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), o microssetor de bares, discotecas e casas noturnas registrou crescimento de 86,1% no faturamento nominal no dia da vitória sobre o Japão, em 29 de junho.

O resultado foi apurado na comparação com a mesma segunda-feira de 2025 e representa o maior crescimento já registrado pelo segmento entre os jogos do Brasil analisados até agora durante o torneio.

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O desempenho também superou a maior alta observada em Copas do Mundo anteriores. Até então, o melhor resultado havia sido registrado em 2022, durante a partida entre Brasil e Coreia do Sul, que também ocorreu em uma segunda-feira.

Consumo presencial liderou avanço

Os dados mostram que o crescimento foi impulsionado principalmente pelo movimento nas lojas físicas. Nesse canal, o faturamento dos bares avançou 87,9%.

Já as vendas on-line do segmento também cresceram, mas em ritmo menor, com alta de 24,5%.

Segundo a Cielo, o comportamento dos consumidores indica que, à medida que os jogos ganham caráter decisivo, os bares se consolidam como locais de encontro para acompanhar as partidas.

Em vez de simplesmente reduzir os gastos durante o horário do jogo, muitos consumidores transferiram parte do consumo para ambientes voltados à convivência, alimentação e celebração.

“A Copa tem um efeito direto sobre a rotina de consumo dos brasileiros. No jogo da classificação, vimos o varejo tradicional desacelerar, enquanto os bares tiveram o maior crescimento entre as partidas analisadas até agora. É um retrato de como grandes eventos nacionais reorganizam horários, canais e categorias de consumo”, afirmou Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.

Horários revelam mudança nos hábitos

A análise por horário ajuda a entender como o comportamento dos consumidores mudou no dia da partida.

No varejo como um todo, o volume de vendas atingiu 5,44% ao meio-dia, indicando uma antecipação das compras antes do início do jogo.

Nos supermercados, o movimento também cresceu nesse horário, alcançando 6,57%, o que sugere preparação para acompanhar a partida.

Já nos bares, o pico ocorreu às 16h, período associado ao jogo. Nesse horário, o volume de vendas chegou a 11,27%.

Os números mostram que parte dos gastos foi concentrada em momentos diretamente relacionados ao evento esportivo, alterando a rotina habitual de consumo.

Varejo teve queda no dia da partida

Enquanto os bares registraram forte expansão, o varejo total apresentou retração de 20,4% no dia do confronto entre Brasil e Japão.

Nas lojas físicas, a queda foi de 21,6%. No comércio eletrônico, o recuo chegou a 17,5%, sempre em comparação com a mesma segunda-feira do ano anterior.

Entre os setores acompanhados pelo ICVA, o Varejo Alimentício Especializado apareceu como outro destaque positivo, com crescimento de 9,3%.

Na direção oposta, Recreação e Lazer registrou a maior queda, de 35,6%.

O setor de Alimentação, que inclui bares e restaurantes de forma mais ampla, recuou 6%. Turismo e Transporte caiu 11,7%, enquanto Supermercados e Hipermercados tiveram retração de 13,3%.

O que é o ICVA

O Índice Cielo do Varejo Ampliado acompanha mensalmente o desempenho de 18 setores do comércio brasileiro, utilizando informações reais de vendas processadas pela companhia.

O indicador é elaborado pela área de Business Analytics da Cielo e busca retratar a dinâmica de consumo no país. Para isso, utiliza modelos estatísticos que procuram isolar fatores como mudanças nos meios de pagamento, participação de mercado e crescimento de modalidades como o Pix. Dessa forma, o índice busca refletir o comportamento efetivo do consumo no varejo, indo além do simples volume de transações realizadas por cartões.

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postado em 01/07/2026 18:16 / atualizado em 01/07/2026 18:18
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