
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (15/7) que o governo federal ainda não recebeu a confirmação oficial sobre a adoção de novas tarifas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Segundo ele, a equipe econômica avaliará os impactos por setor e adotará medidas para proteger os segmentos afetados.
"Ainda não há confirmação. Se for confirmado um tarifaço, mais uma vez injusto, será preciso avaliar quais setores foram afetados", disse Durigan, em coletiva de imprensa após o anúncio da renegociação de dívidas rurais.
O ministro classificou a eventual medida como "desproporcional" e "injustificada" e afirmou que o governo continuará buscando uma solução negociada. "Os empresários brasileiros, as famílias brasileiras, os caminhoneiros brasileiros e os agricultores brasileiros não podem ser prejudicados por medidas injustas adotadas por outros países", afirmou.
Segundo Durigan, eventual apoio aos setores impactados será definido após uma análise detalhada dos efeitos da medida, sem perder de vista o compromisso com o equilíbrio das contas públicas. "O governo brasileiro não vai deixar os agricultores, os empresários e as famílias brasileiras na mão. Vamos fazer uma avaliação cuidadosa, sempre respeitando o compromisso fiscal que temos, e adotar medidas para proteger a nossa população", declarou.
Interlocutores afirmaram ao Correio que a gestão norte-americana já teria informado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pretende aplicar a nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo uma fonte do Palácio do Planalto ouvida pela reportagem, embora a medida deva entrar em vigor, a lista de exceções será ampliada.

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