SOBRETAXA

Durigan diz que tarifas dos EUA "são infundadas" e que espera que "não venham"

Ministro da Fazenda destacou que, se o governo Trump confirmar a taxação, o Brasil estará preparado para lidar com a situação

"Nós temos razão no debate comercial com os Estados Unidos", afirmou Dario Durigan - (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quarta-feira (15/7), que a imposição de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros "é infundada" e que nós "estamos certos". No entanto, ele disse esperar que as sobretaxas "não venham". A declaração ocorreu no Supremo Tribunal Federal (STF), na saída de uma reunião de Durigan com o presidente da Corte, Edson Fachin.

De acordo com o ministro, ele não tem informações sobre a aplicação ou não de tarifas. No entanto, o governo norte-americano estipulou que a decisão sobre se taxará ou não o Brasil sairá ainda hoje. A expectativa é de uma tarifa de até 25%, que deve incidir sobre diversos itens, especialmente sobre as produções agropecuárias.

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"Eu não tenho notícia das tarifas dos Estados Unidos, que mais uma vez são tarifas infundadas, por todas as razões que eu tenho dito, então nós temos razão no debate comercial com os Estados Unidos. Espero que a gente, que elas não venham, e se elas vierem, nós vamos estar prontos para proteger nossa população", declarou o ministro.

O Brasil prepara uma série de medidas, inclusive negociação de dívidas para setores que sejam impactados pelas tarifas. A medida é uma maneira de reduzir os efeitos na economia do país. Ainda são avaliadas outras medidas, como a aplicação de reciprocidade.

Bets

No encontro com Fachin, o ministro Dario Durigan tratou de bets. Ações que correm no Supremo tratam do assunto e dos efeitos nocivos dos jogos de aposta para a economia, as finanças dos usuários, direitos do consumidor e impactos na saúde pública.

"Dividi a preocupação do presidente Lula e minha em relação à regulação, seja a tolerância zero com relação às bets ilegais, seja o endurecimento da regulação no que tange à restrição de publicidade. No que tange a compromissos com conhecer o seu cliente e regras de lavagem de dinheiro das empresas legais, que também agora estão passando por um processo de adaptação às regras mais restritas de publicidade, seja no âmbito federal, seja também depois do anúncio que fiz há alguns dias sobre restrição de publicidade federal, também algumas cidades trazendo mais restrições à publicidade de bets", declarou.

"E me comprometi com o ministro Fachin de trazer as atualizações da regulação, cujo compromisso do presidente Lula e meu é o endurecimento permanente, o rigor permanente no tratamento das bets, das bets legais. Uma vez que a gente tem as informações, sabe a quantidade de apostas que tem no país, sabe, no cruzamento de dados do Desenrola, qual o nível de endividamento das pessoas, e a gente vai passar a monitorar cada vez mais de perto, podendo sempre ir aprimorando para que, mais uma vez, a gente proteja as pessoas e trate a bet como cigarro", completou Durigan.

Ele afirmou ainda que a proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada no Senado que concedeu aposentadoria especial para agentes de saúde "está em desacordo com o previsto em orçamento" e indicou que o tema será judicializado pelo governo.

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postado em 15/07/2026 17:07 / atualizado em 15/07/2026 17:09
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