
O representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, afirmou nesta terça-feira (21/7) que o governo norte-americano deve divulgar "em breve" a decisão sobre novas tarifas relacionadas ao trabalho forçado. A investigação, que pode resultar em sobretaxas para cerca de 60 países, tem prazo de conclusão previsto para sexta-feira (25).
Para o Brasil, a medida prevê uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados pelos Estados Unidos. Caso seja implementada, a sobretaxa se somará à tarifa de 25% anunciada na semana passada, elevando para até 37,5% a carga adicional aplicada sobre produtos brasileiros afetados pelas duas ações.
Segundo o USTR, o Brasil não possui mecanismos considerados suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado em outros países. Na avaliação de Washington, essa ausência de restrições gera uma vantagem competitiva considerada desleal para empresas norte-americanas.
O relatório do USTR aponta que, embora o país seja signatário de acordos internacionais relacionados aos direitos trabalhistas, a legislação nacional não proíbe de forma expressa a importação de bens fabricados total ou parcialmente com trabalho forçado no exterior.
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O documento afirma ainda que, entre 2021 e 2025, o Brasil teria importado produtos associados a essa prática em cinco setores: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco. A análise também cita casos de trabalho forçado identificados em determinadas atividades realizadas no território brasileiro.
Ao todo, cerca de 60 países foram avaliados pelo USTR. Canadá, México, Equador, Indonésia, Paquistão e União Europeia receberam uma proposta de tarifa de 10%, inferior à aplicada a outros países, por já contarem com medidas de restrição a produtos associados ao trabalho forçado ou acordos sobre o tema.

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