O ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou nesta quinta-feira (2/7) qualquer possibilidade de adiar a implementação da reforma tributária e afirmou que rever o cronograma de transição seria um "erro". Segundo ele, o governo pretende manter o calendário aprovado pelo Congresso para a entrada em vigor do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Questionado sobre a possibilidade de postergar em um ano o início das novas regras, Durigan afirmou que o prazo de transição, de oito anos, já é suficientemente longo e não deve sofrer alterações.
"Ajustes de prazo de implementação da reforma, não. Até porque vocês me disseram agora que um dos incômodos é que ela vai demorar oito anos, então nós temos que fazer a reforma tributária. Não considero ajustes de prazo”, disse durante o debate Caminhos do Brasil, promovido pelo jornal O Globo, pelo Valor Econômico e pela rádio CBN.
O ministro também afirmou que a maior ameaça ao processo é a tentativa de rever a reforma já aprovada. "O grande risco é o que eu tenho ouvido, de revisitar. Isso é um erro”, enfatizou.
Na avaliação de Durigan, o atual modelo de tributação brasileiro compromete a competitividade da economia e justifica a necessidade de manter a implementação da reforma. "O sistema tributário brasileiro é um dos piores do mundo. Não vamos fazer um esforço de país para melhorar? O primeiro risco na implementação da reforma é o risco de retrocesso”, afirmou.
As declarações ocorrem após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, defender a suspensão da reforma tributária por um ano, caso seja eleito. No início de junho, o parlamentar afirmou que pretende interromper temporariamente a implementação das novas regras para apresentar uma proposta alternativa baseada na redução gradual da carga tributária.
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