O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou, nesta quinta-feira (30/7), o decreto de programação orçamentária com a redução do bloqueio previsto para este ano. Anunciada na semana passada, pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a medida vai liberar R$ 5,7 bilhões destinados ao custeio dos ministérios até o fim do ciclo orçamentário atual.
O anúncio foi feito pelo ministro durante a apresentação do Relatório de Receitas e Despesas referente ao terceiro bimestre do ano. Com a liberação dos R$ 5,7 bilhões, o total de bloqueio orçamentário saiu de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões.
A justificativa para a liberação de recursos, segundo a equipe econômica, se deu por causa do um aumento em gastos com saúde (R$ 3,4 bilhões) e abono e seguro desemprego para pescadores (R$ 1,6 bilhões). Esses aumentos, no entanto, vieram com uma diminuição de gastos obrigatórios totais, o que, ainda de acordo com o governo, possibilitou uma margem para outras despesas, como investimentos e custeio da máquina.
Deficit em junho
O rombo nas contas do Governo Central chegou a R$ 48,2 bilhões no mês de junho de 2026, conforme informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30/7). O deficit foi maior do que o registrado um ano antes, quando chegou a R$ 44,2 bilhões e é o pior para o mês desde 2025, de acordo com os dados da própria equipe econômica. Também foi mais intenso do que o projetado pelo Ministério da Fazenda, que previa deficit de R$ 45,3 bilhões.
No período, as despesas com o Regime Geral da Previdência Social (RGPS) geraram um rombo de R$ 50,5 bilhões neste item, enquanto o resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi de um superavit de apenas R$ 2,3 bilhões.
Em junho, houve um crescimento de 10,3% da receita líquida (R$ 18,2 bilhões) e de 9,0% das despesas totais (R$ 20,1 bilhões), se comparado ao mesmo mês do ano anterior. De acordo com o Tesouro, o aumento da receita líquida ocorreu, principalmente, em razão dos aumentos reais de 10,2% das Receitas Administradas pela Receita Federal (RFB), em R$ 15,1 bilhões, e de 23% das Receitas Não Administradas, em R$ 4,9 bilhões.
