
O ministro da Defesa, José Múcio, terá uma reunião com o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), para discutir os questionamentos apresentados à Corte sobre o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina. A medida, aprovada em julho pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), elevou o percentual obrigatório de 30% para 32%.
O ministro confirmou o encontro nesta terça-feira(4/8), durante participação em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A representação em análise no TCU busca verificar se todos os procedimentos técnicos e regulatórios exigidos para a adoção da nova mistura foram devidamente cumpridos antes da decisão do conselho.
Entre os pontos levantados estão a abrangência dos testes realizados e os possíveis impactos do aumento da concentração de etanol sobre motores e demais equipamentos movidos a gasolina.
Múcio afirmou que pretende defender, durante a reunião, que o Brasil possui ampla experiência na utilização de biocombustíveis e que o histórico de expansão gradual da mistura comprova a segurança da medida. "O biocombustível é um produto brasileiro, desenvolvido por brasileiros e nós ficamos criando problemas. Já houve experiências. Quando isso vai pra rua, porque já fizeram experiência, quando a coisa funcionou. Tem muitos técnicos envolvendo isso e isso não é uma coisa recente", declarou.
Segundo o ministro, a utilização de etanol na matriz de transportes brasileira é resultado de décadas de desenvolvimento tecnológico e de testes conduzidos por especialistas do setor, o que, na avaliação dele, respalda a ampliação do percentual.
José Múcio destacou que o governo pretende manter o novo percentual e estuda a possibilidade de ampliar ainda mais a participação do biocombustível na gasolina até o fim do ano. "O ministro de Minas e Energia (Alexandre Silveira) tem uma boa vontade para que essa mistura aumente e possa ficar até o final do ano, aumentando mais", afirmou.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
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