Crédito

Inadimplência do sistema financeiro sobe a 4,9% e atinge maior nível desde 2011

Dados do Banco Central mostram avanço da inadimplência entre famílias e empresas, enquanto crédito ampliado ao setor não financeiro chega a R$ 21,9 trilhões

O crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 21,9 trilhões em julho, equivalente a 164,9% do Produto Interno Bruto (PIB). -  (crédito: Una/Divulgação)
O crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 21,9 trilhões em julho, equivalente a 164,9% do Produto Interno Bruto (PIB). - (crédito: Una/Divulgação)

A taxa de inadimplência do Sistema Financeiro Nacional (SFN) subiu para 4,9% em julho de 2026 e atingiu o maior patamar desde 2011, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (28/8). O avanço foi puxado principalmente pelas famílias, cuja taxa de inadimplência chegou a 5,8%, alta de 0,4 ponto percentual no mês. Entre as empresas, o indicador ficou em 3,3%, avanço de 0,1 ponto percentual.

Considerando apenas os recursos livres, aqueles em que as instituições financeiras têm maior liberdade para definir as condições dos empréstimos, a inadimplência chegou a 6,4%, alta de 0,4 ponto percentual em relação a junho. Entre as pessoas físicas, a taxa alcançou 7,8%, enquanto entre as pessoas jurídicas ficou em 4,2%.

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Em junho de 2026, o endividamento permaneceu em 49,8% da renda, mesmo patamar observado anteriormente, mas com alta de 1 ponto percentual em 12 meses. Já o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas subiu 0,4 ponto percentual no mês, chegando a 28,9%. Em 12 meses, o indicador avançou 1,7 ponto percentual.

O crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 21,9 trilhões em julho, equivalente a 164,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O estoque apresentou crescimento de 0,1% no mês e acumula alta de 11,9% em 12 meses.

A expansão foi influenciada pelo crescimento de 0,5% nos títulos públicos, de 0,4% nos empréstimos do Sistema Financeiro Nacional e de 1,3% nos títulos de dívida securitizados. Na direção oposta, os empréstimos externos recuaram 2,4%, movimento associado principalmente à valorização de 1,92% do real frente às moedas estrangeiras no período.

No acumulado de 12 meses, os títulos públicos registraram crescimento de 17,2%, enquanto os títulos de dívida securitizados avançaram 18,9%. Entre as empresas, o estoque de crédito ampliado encerrou julho em R$ 7,2 trilhões, equivalente a 54,4% do PIB. O volume representa uma redução de 0,3% em relação ao mês anterior.

A queda foi provocada principalmente pela retração de 2,5% nos empréstimos externos e de 0,6% nos empréstimos concedidos pelo Sistema Financeiro Nacional. O movimento foi parcialmente compensado pela expansão de 3% nos títulos de dívida securitizados.

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postado em 28/08/2026 09:59 / atualizado em 28/08/2026 10:02
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