
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), recuou 3,6 pontos em agosto e chegou a 84,7 pontos. O resultado, divulgado nesta terça-feira (25/8), representa o menor nível do indicador desde novembro de 2022, quando havia registrado 83,5 pontos.
A média móvel trimestral também apresentou queda, de 1,4 ponto, passando para 87,2 pontos. O resultado indica uma piora na percepção dos consumidores tanto em relação às condições atuais quanto às perspectivas para os próximos meses.
Entre os componentes do indicador, o Índice de Expectativas (IE) apresentou a maior retração. O índice caiu 5,4 pontos, para 86,1 pontos, o menor patamar desde julho de 2022, quando havia registrado 85,6 pontos.
A intenção de compra de bens duráveis foi o principal destaque negativo entre os componentes do IE. O indicador recuou 10 pontos, para 74,7 pontos, também atingindo o menor nível desde julho de 2022.
A avaliação sobre a situação financeira futura da família também piorou. O indicador caiu 4,6 pontos, para 82,9 pontos, menor resultado desde agosto de 2025. Já a percepção sobre a situação econômica local futura recuou 0,6 ponto, para 103,3 pontos.
O Índice de Situação Atual (ISA), que mede a percepção dos consumidores sobre as condições presentes, apresentou uma queda mais moderada, de 0,6 ponto, para 83,8 pontos.
Dentro do indicador, a avaliação sobre a situação financeira atual das famílias caiu 1,2 ponto, chegando a 74,3 pontos. A percepção sobre a situação econômica local atual permaneceu praticamente estável, com recuo de 0,1 ponto, para 93,6 pontos. Apesar da pequena variação, esse foi o menor nível registrado desde setembro de 2025.

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