TRABALHO POR APLICATIVO

Boulos considera 'insuficiente' posição do Ifood sobre 'Mais Entregas'

Entregadores relataram à Secretaria-Geral da Presidência que o programa adotaria um "sistema que reduz a remuneração"

O ministro Guilherme Boulos, titular da Secretaria-Geral da Presidência da República, classificou como "insuficiente" o posicionamento do aplicativo de entregas iFood diante das alegações de que a modalidade "Mais Entregas" prejudicaria os ganhos dos entregadores.

Segundo Boulos, pasta recebeu reclamações de entregadores de que o programa representaria a adoção de um "sistema que reduz a remuneração".

"Segundo estes relatos, os entregadores que se recusam a aderir passam a receber menos demandas pelo algoritmo como uma espécie de punição", completou a nota enviada ao Correio pelo ministério nesta sexta-feira (28/8).

O ministro de Lula ainda queixou-se de que plataformas — como o iFood — atuariam sem transparência. "É um problema crítico e nosso governo tomará medidas efetivas para combatê-lo", afirmou.

Previsibilidade 

As considerações de Boulos referem-se a um comunicado enviado pelo iFood à Secretaria-Geral da Presidência nesta sexta-feira, em resposta a uma alegação feita pelo ministro em 13 de agosto de que a modalidade Mais Entregas prejudicaria os ganhos dos entregadores.
Na nota enviada ao ministro, o aplicativo de entregas explica que disponibiliza, de modo opcional, a plataforma Mais Entregas. Segundo a empresa, ao se cadastrar no Mais Entregas, o entregador teria maior previsibilidade de ganhos.

O sistema permite, ainda conforme o iFood, agendar turnos com até sete dias de antecedência. A modalidade está disponível em 173 cidades e pode elevar a remuneração em até 30%.

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