Agenda fiscal

Durigan defende "estado e mercado forte" e revisão de benefícios tributários

O ministro citou a possibilidade de fim da declaração de Imposto de Renda como uma pauta de ganho de eficiência da União em eventual governo Lula 4

O titular da Fazenda também voltou a falar sobre a redução de benefícios tributários para melhorar o ambiente fiscal e as contas do governo  -  (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
O titular da Fazenda também voltou a falar sobre a redução de benefícios tributários para melhorar o ambiente fiscal e as contas do governo - (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

Apontado como provável chefe da equipe econômica em um eventual quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a união entre o Estado e o mercado financeiro em um evento realizado com lideranças do setor público e privado, nesta segunda-feira (14/9). A participação do titular da pasta no seminário, organizado pelo Esfera Brasil, ocorreu remotamente, já que ele tem reunião com o líder petista durante a tarde, em Brasília.

No evento, o ministro defendeu “Estado e mercado forte”. “No que o mercado não tiver apetite, o Estado tem que entrar, fazendo o investimento”, disse o ministro, que reconheceu ter divergências com a maior parte do empresariado, ao defender um estado que atenda a questões sociais. “A gente passou por pandemia e a sociedade respondeu a isso. Nós não podemos ter de novo a situação que a gente teve na pandemia”, recordou.

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“Eu não estou dizendo que é uma resposta que só venha do Estado, mas o Estado precisa participar desses debates e se integrar com a iniciativa privada para que a gente dê boas respostas”, reforçou Durigan, que ainda defendeu a extinção da declaração do Imposto de Renda para Pessoas Fìsicas (IRPF), sem dar uma previsão de quando isso poderia ocorrer. Segundo ele, essa pauta deve estar em linha com o combate à sonegação.

“A gente tem que ter o fim da declaração de IRPF, já que a gente tem um Brasil todo conectado, seja instituição financeira, seja plano de saúde, seja os entregadores, que já informam à Receita Federal qual a dedução feita ou o tamanho dos rendimentos dos trabalhadores e das trabalhadoras do país”, sustentou.

Ainda durante o evento, o ministro voltou a falar sobre a redução de benefícios tributários para melhorar o ambiente fiscal e as contas do governo federal. Dados do próprio governo federal apontam que os gastos obrigatórios já consomem mais de 90% do limite total de despesas previstas no orçamento da União. Segundo Durigan, em 2026 já houve uma revisão linear de 10% nessas condições diferenciadas para os setores.

“Quem tinha benefício tributário, mantém em 90% do seu benefício. Está abrindo mão de 10% em prol da sociedade e dos demais setores que pagam para não terem que pagar mais. Por que a gente não faz um esforço de novo nesse sentido, de 10%, 5%, de modo que a gente vá trazendo igualdade, isonomia e menor tributação, em geral, ao passo que a gente diminui alguns benefícios?”, completou Durigan.

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postado em 14/09/2026 14:38 / atualizado em 14/09/2026 14:40
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