CB TALKS

Correio debate segurança e avanço do crime organizado; acompanhe

Evento reúne autoridades e especialistas nesta terça-feira para discutir segurança pública, crime organizado e os impactos no mercado formal

Lincoln Gakiya, promotor de Justiça em São Paulo, fará a abertura do CB Talks
 -  (crédito: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)
Lincoln Gakiya, promotor de Justiça em São Paulo, fará a abertura do CB Talks - (crédito: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

O Correio Braziliense promove, nesta terça-feira (15/9), o CB Talks Segurança para o desenvolvimento do Brasil: uma agenda contra o crime organizado. O evento começa às 9h30, no auditório do jornal, em Brasília, e reunirá autoridades, especialistas e representantes da sociedade para discutir estratégias de enfrentamento ao crime organizado. Acompanhe ao vivo:

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A programação foi organizada em torno de dois painéis, com mediação dos jornalistas Carlos Alexandre e Adriana Bernardes. O primeiro vai tratar do novo marco da segurança pública e da prioridade que o poder público deve dar ao tema. O segundo discutirá a expansão das organizações criminosas para atividades econômicas e a relação entre o mercado formal e o mercado irregular.

A abertura do evento será feita por Lincoln Gakiya, promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo e integrante do Grupo de Atenção Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A discussão ocorre em meio ao avanço de propostas como a PEC 18/25 e o PL 2646/25 e à preocupação com a presença de grupos criminosos em setores estratégicos da economia. Entre os segmentos citados está o mercado de combustíveis, que reúne atividades como produção, armazenagem, distribuição e venda ao consumidor.

Um dos pontos em discussão é a revisão da Resolução ANP nº 852/2021, que estabelece regras para atividades de produção, armazenamento e comercialização de combustíveis. A proposta em análise permite que refinarias também prestem serviços de armazenagem para produtos de terceiros.

A mudança levanta questões relacionadas à concorrência, à fiscalização e à capacidade de rastrear os combustíveis. O acompanhamento da origem e do destino dos produtos ganha importância diante de investigações que apontaram a atuação de organizações criminosas no setor. Um dos exemplos é a Operação Carbono Oculto, que revelou a presença de uma organização em usinas, distribuidoras e cerca de mil postos. Nesse cenário, falhas nos mecanismos de controle da armazenagem podem dificultar o acompanhamento da movimentação dos produtos.

Confira a programação

Abertura

  • Lincoln Gakiya, promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (Gaeco)

Painel 1 | O novo marco da segurança pública e a prioridade do poder público

  • Alberto Fraga, deputado federal
  • Pietro Adamo Sampaio Mendes, diretor da ANP
  • Marivaldo Pereira, candidato a deputado federal
  • João Henrique Martins, cientista político

Painel 2 | A nova fronteira do crime organizado: mercado formal vs. mercado irregular

  • Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal
  • Sergio Bandeira de Mello, presidente do SindiGás
  • Jesualdo Conceição Silva, presidente da ABTP
  • Rodrigo Saraiva Marinho, diretor-executivo do Instituto Livre Mercado
  • Leandro Piquet Carneiro, professor da USP e coordenador da Escola de Segurança

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postado em 15/09/2026 09:10 / atualizado em 15/09/2026 09:41
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