
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,2% em julho de 2026, na comparação com o mês anterior, registrando mais um mês de queda. Conhecido como “prévia do PIB”, o indicador também caiu 0,1% no período quando excluído o setor agropecuário, que teve retração de 1,2%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (16/9) pelo Banco Central.
Além da queda de 1,2% da agropecuária, o que mais pesou para o resultado negativo do índice foi o recuo de 0,4% da indústria, que segue em trajetória de crescimento mais fraco em 2026, de apenas 0,4% na comparação entre os meses de janeiro a julho dos dois últimos anos. Os serviços, que têm o maior peso no IBC-Br, fecharam o mês com estabilidade (0%) em relação a junho.
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Apesar da queda ante junho, o resultado mais recente foi superior ao apresentado no mesmo mês do ano anterior, com crescimento de 1,1% do índice nessa comparação. Já no acumulado de janeiro a julho, o IBC-Br ainda registrou avanço de 1,5% ante o mesmo período de 2025.
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Nos últimos 12 meses (agosto de 2025 a julho de 2026), o índice avançou 1,5%. É importante ressaltar que o mercado ainda espera um crescimento de 1,89% do PIB em 2026. A previsão dos agentes, divulgada nesta segunda-feira (14), recuou 0,04 ponto percentual em relação à semana anterior. Também houve queda de 0,05 p.p. na previsão para 2027, quando a expectativa mais recente indica avanço de apenas 1,45% da economia.
O IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC, de frequência mensal, tem como objetivo mensurar a evolução recente da atividade, incorporando variáveis do desempenho da agricultura, indústria e serviços. Sua finalidade é contribuir para a formulação de estratégias de política monetária, ao passo que o PIB de frequência trimestral descreve um quadro mais abrangente da economia.
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