A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apura o uso de laudos falsos por um grupo ligado a Daniel Vorcaro para inflar valores de imóveis, cujas cotas eram vendidas por meio do fundo imobiliário Brazil Realty a investidores de mercado.
De acordo com o CNN Money, os laudos de avaliação que fundamentam os preços dos imóveis teriam sido forjados, fazendo o patrimônio inchar artificialmente, dando ao grupo vantagens indevidas. A acusação da CVM inclui 18 nomes, além de Daniel Vorcaro e do Banco Master, a lista inclui, entre outros, Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, e Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro.
No processo, a acusação menciona um imóvel de 7.111 m² situado em Nova Lima (MG), cujo valor subiu para R$70,9 milhões, tendo como única base um laudo de imóvel de outubro de 2017. A empresa responsável pelo laudo foi intimada e negou a autoria do documento, classificando-o como fraude e registrando boletim de ocorrência.
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A acusação também menciona um imóvel de 76.000 m² em Contagem, onde existe uma incoerência no laudo por possível sobreavaliação de aproximadamente R$56 MILHÕES.
Para a CVM, os laudos, a entrada dos imóveis a preços inflados no fundo e as negociações no mercado secundário realizadas pelas empresas do grupo teriam como objetivo ludibriar investidores de mercado a adquirir as cotas e ficar com prejuízo da diferença entre o valor artificial e o valor real.
Por meio do esquema, os investigados teriam obtido um lucro milionário sobre os investidores. A CVM identificou prejuízo de R$ 5,8 milhões aos fundos que negociaram as cotas.
Segundo a CVM, o julgamento do processo administrativo está marcado para esta terça-feira (8/9) às 15h, de forma presencial no Rio de Janeiro e terá como relator o diretor João Accioly.
Segundo a autarquia, o processo tem como objeto "apurar irregularidades atreladas à 3ª emissão de cotas do Brazil Realty FII, sob a alegação de operação fraudulenta no mercado de capitais, cumulada com violação de deveres fiduciários e informacionais e prática de embaraço à fiscalização".
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