A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que a Corte bloqueie os recursos transferidos pelo Banco de Brasília (BRB) que teriam sido utilizados na compra de carteiras fraudulentas do Banco Master. De acordo com relatórios produzidos pela Polícia Federal (PF), cujo sigilo foi levantado nesta sexta-feira (11/9), esses recursos teriam chegado a R$ 12,2 bilhões.
O pedido foi feito ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, em 25 de agosto e veio a público nesta sexta-feira, após o levantamento do sigilo dos inquéritos que tramitam na Corte.
Na solicitação, o governo do DF pede o rastreamento de todas as movimentações financeiras originadas do BRB em direção ao Master, “procedendo-se aos bloqueios, confiscos, exclusão e proibição da circulação no mercado dessa específica importância, com o consequente depósito judicial”.
O governo do DF também requer, na petição, que os valores sejam imediatamente devolvidos ao Banco de Brasília. O Buriti sustenta que os recursos são “produtos de crimes praticados em desfavor do BRB”. Além disso, cita convenções e acordos internacionais voltados ao combate à criminalidade organizada, dos quais o Brasil é signatário, à recuperação dos produtos dos delitos e à criação de barreiras à lavagem de ativos.
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