Renegociação

Governo publica edital para bancos aderirem ao Desenrola 3.0 nesta quinta

Instituições financeiras terão cinco dias úteis, a partir da publicação, para que informem o montante total de carteiras à disposição para a compra das dívidas

Durigan ponderou que medidas dependem das consultas aos empresarios no Brasil e nos Estados Unidos -  (crédito: Washington Costa/MF)
Durigan ponderou que medidas dependem das consultas aos empresarios no Brasil e nos Estados Unidos - (crédito: Washington Costa/MF)

O Ministério da Fazenda publicará nesta quinta-feira (21/10) o edital sobre o processo de adesão das instituições financeiras ao leilão do Desenrola 3.0. Na nova etapa do programa destinado à renegociação de dívidas por parte de pessoas físicas (PF) e Microempreendedores Individuais (MEIs), o governo pretende renegociar até R$ 90 bilhões em saldos devedores de PFs, a depender da resposta dos bancos ao chamamento.


De acordo com o ministro, Dario Durigan, será publicada uma chamada de interesse para que instituições financeiras, Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), apresentem a carteira que eles têm de dívidas mais antigas – de 2 a 4 anos e meio – que estariam aptas à renegociação com o governo, do ponto de vista dos credores.

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Segundo o chefe da pasta, as empresas que não responderem ao chamado dentro do prazo estipulado, que se encerra na próxima quarta-feira (28), não terão outras oportunidades para aderirem ao leilão. A informação foi concedida na tarde desta quarta-feira (21/10) em entrevista na sede da Fazenda.


“Então, é fundamental que a gente receba de maneira formal publicado o leilão amanhã, nos próximos cinco dias úteis, é o prazo que nós já estamos dando, uma vez pactuado com as entidades representativas, para que cada instituição financeira apresente o volume da carteira, para que a gente se debruce, mais uma vez, aos estudos e apresente, no momento seguinte, o edital do leilão, aí sim, de compra dessas dívidas”, explicou Durigan.



O ministro ainda alfinetou a equipe econômica do candidato Flávio Bolsonaro (PL) ao comentar sobre a proposta de congelar as dívidas de pessoas físicas pelo prazo de seis meses a um ano. Ele voltou a chamar a ideia de “um calote generalizado” e disse que a Fazenda se empenha para tratar as dívidas em “um processo cuidadoso”.


“Nós estamos dando condição para que o sistema financeiro se mantenha hígido, se mantenha com condições de seguir no seu fluxo normal de negócio e, ao mesmo tempo, a gente ir curando e restabelecendo a condição para que as pessoas físicas, nesse primeiro momento, que é o nosso foco”, destacou, ainda, o chefe da pasta.


O secretário de Reformas Econômicas (SRE) do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, também explicou que no edital que deve ser publicado nesta quinta, a equipe econômica separa o chamamento em faixas de renda para que as instituições informem as carteiras separando os devedores com rendas menores das mais elevadas. Ele frisou que a equipe do governo deve estudar as propostas antes de lançar o edital para a compra das carteiras, a depender do volume fornecido pelas empresas.


“Esse chamamento é um chamamento muito importante para sinalizar que nós queremos entender, no detalhe, do ponto de vista dos credores, o tamanho dessa carteira, para que avaliemos essas carteiras e saiamos, até o final do próximo mês, aí sim, com um leilão para adquirir essas dívidas em um valor o menor possível com desconto de, no mínimo, 90%”, pontuou o secretário.



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postado em 21/10/2026 18:21
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