COPA DO MUNDO DE CLUBES

Ídolo do Borussia Dortmund, Amoroso vê Fluminense com qualidade

Campeão alemão pelo clube aurinegro e artilheiro da temporada 2001/02, ex-atacante brasiliense analisa duelo entre europeus e tricolores, nesta terça-feira (17/6), às 13h

New Jersey — Eternizado na galeria de ídolos e de troféus do Borussia Dortmund, o ex-atacante brasiliense Amoroso tem propriedade para alertar a companhia sobre o adversário da estreia na Copa do Mundo de Clubes, o Fluminense, nesta terça-feira (17/6), às 13h, no MetLife Stadium. 

Artilheiro da Bundesliga na temporada 2001/02, com 18 gols, e campeão do principal torneio na Alemanha daquela temporada, Amoroso pede atenção ao Borussia Dortmund contra a companhia orquestrada por Renato Gaúcho. 

“A gente sabe que o Fluminense é um time de muita qualidade, com jogadores experientes como o Paulo Henrique Ganso, Fábio, Thiago Silva, Cano, Keno e Arias. Então, é preciso tomar cuidado. Eles contam com o Renato Gaúcho, um treinador que conhece bastante de futebol”, analisa o ex-atacante.

Questionado se há certa vantagem para os alemães, Amoroso fica em cima do muro. "É claro que a gente sempre acaba olhando para os times europeus como favoritos, por tudo que acompanhamos ao longo dos anos no cenário internacional. Mas, por ser um torneio em que você vai fazer mais dois jogos na fase de grupos, pode ser que tenhamos uma surpresa. O Fluminense seguramente chegará menos desgastado fisicamente”, atesta.

Para o brasiliense, Renato Gaúcho deve ter atenção redobrada com o centroavante Serhou Guirassy e outros talentos. “Chegou do Stuttgart e já teve grande impacto neste primeiro ano. Foi o jogador que, na arrancada final da Bundesliga, conseguiu ajudar mais o Dortmund a garantir a vaga para a Champions League. O Karim Adeyemi é um cara de velocidade, quebra linhas. Julian Brandt também sempre mostrou muita qualidade nos passes. Diria que esses três são os maiores destaques”, alerta.

Durante a entrevista ao Correio, Amoroso relembrou a passagem pelo Borussia Dortmund. “Eu estava no Parma e tinha outras propostas, mas não naquele valor astronômico que eles sinalizaram que pagariam. Isso decretou minha ida para a Alemanha após cinco anos no futebol italiano. Era um clube gigante, com uma das melhores torcidas do mundo e que não conquistava o título da Bundesliga desde 1996. A motivação era clara”, recorda-se. 

“Cheguei como pilar central daquele time e depois vieram Jan Koller, Tomas Rosicky e Ewerthon. Foi o quarteto que permitiu que a gente conquistasse a Bundesliga logo naquele primeiro ano. Foi uma experiência marcante, numa língua diferente da que eu estava acostumado. Ter tido a oportunidade de defender o Dortmund ficou eternizado na minha vida”, discursa.

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